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Se você NUNCA registrou um DOI no seu Lattes, veja nosso tutorial!INTRODUÇÃO: Acidentes envolvendo animais peçonhentos possuem prevalência significativa em todas as regiões do Brasil, dada a diversidade de espécies de aranhas, escorpiões e cobras que possuem peçonhas. Dentre esses acidentes, há aqueles de notificação compulsória por meio do Sistema de Informação de Agravos e Notificação (Sinan), a exemplo dos que envolvem artrópodes da classe Arachnida, que é composta tanto por aranhas (Phoneutria, Latrodectus e Loxosceles) quanto por escorpiões. OBJETIVOS: Descrever e analisar o perfil epidemiológico e incidências de acidentes provocados por escorpiões e aranhas no Piauí e Brasil de 2014 a 2023. MÉTODOS: Estudo retrospectivo e descritivo, com análise quantitativa e comparativa dos dados anônimos coletados pelo Sinan, disponibilizadas na página do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS). Os dados foram extraídos de acordo com: ano de notificação (2014-2023), tipo de acidente (aranha e escorpiões), sexo, óbitos, faixa etária e gênero de aranha. Foi realizado cálculos dos riscos relativos, letalidades e incidências. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Nesse período, ocorreu 1.734.242 casos de acidentes com Arachnida no Brasil, sendo os acidentes com escorpião os mais recorrentes da classe (81%), diferença mais evidente no Piauí (93,5%). Na incidência por sexo, o escorpionismo no Piauí e o araneísmo no Brasil apresentaram maior risco relativo para sexo masculino (1,2), enquanto os acidentes com aranhas no Piauí foi o único a colocar o sexo masculino como possível fator de proteção (0,95). Quanto à faixa etária, a classe Arachnida apresenta maior incidência na população idosa, especialmente na faixa de 60 a 69 anos, apenas o araneísmo no Piauí apresenta maior distribuição entre a população economicamente ativa, sugerindo uma possível associação do espaço residencial como um ambiente de risco, uma vez que esses animais se adaptam com facilidade a novos ambientes. Sobre os acidentes por aranha, a incidência nacional (14,95 casos/100.000 habitantes) é maior que a do Piauí (5,56 casos/100.000 habitantes), dentre os gêneros de maior interesse em ambos prevalecem casos por Loxosceles, contudo o Piauí apresenta um alto número de casos ignorados. Entre os acidentes, o Piauí demonstrou maior letalidade para aranhas (0,24%) e escorpião (0,1%), quando comparado a nacional com 0,05% (araneísmo) e 0,07% (escorpionismo), demonstrando uma maior suscetibilidade da população do Piauí e necessidade de ações que visem reverter esse cenário. CONCLUSÃO: Os acidentes por escorpião apresentam maior incidência no Piauí, afetando principalmente idoso e indivíduos do sexo masculino, ao contrário do araneísmo que ocorre mais no gênero feminino, além de mais incidente no contexto nacional. Apesar da menor incidência no estado, o número de óbitos por acidente com aranhas no Piauí é 4,4x maior que o do Brasil. Ademais, a Loxosceles é o gênero mais presente em ambos os locais analisados. Por último, é importante salientar a relevância desses dados, assim como a necessidade de mais estudos nessa área para que se entenda melhor as circunstâncias especificas do Piauí, para que seja possível criar políticas preventivas e de controle mais eficazes.
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