INTRODUÇÃO: A Doença de Mondor Mamária (DMM) é um tipo raro de tromboflebite superficial da região subcutânea da mama, uma doença idiopática, podendo estar associada a coagulopatias, traumas e neoplasia de mama, ocorrendo na forma de um cordão fibroso e espesso. É uma condição autolimitada e benigna, e que geralmente apresenta retração da pele e dor ao nível do vaso acometido. O presente estudo busca descrever aspectos clínico-epidemiológicos de 16 pacientes diagnosticadas com DMM. SÉRIE DE CASOS: As 16 pacientes do estudo foram atendidas entre 2009 e 2020 em uma clínica particular de Oncologia localizada na cidade de Teresina (PI). A média de idade foi de 53,25 anos.Entre as pacientes (N=9/ 56,25%) relataram dor como principal queixa que as levou à consulta, (N= 6/ 37,5%) procuraram o serviço para avaliação de um nódulo como achado ultrassonográfico e (N=1/ 6,25%) das pacientes buscou assistência devido ao endurecimento da mama. A tromboflebite característica da DMM foi perceptível em 9 das pacientes. Em 56,25?s pacientes, houve carcinoma ou carcinoma in situ como evento anterior a DMM, 18,75% realizaram implante de prótese mamária anteriormente. Em 100% dos casos houve regressão dos sintomas dentro de duas a seis semanas e o vaso trombosado palpável desapareceu dentro de seis a sete meses, corroborando dados da literatura. Apenas 1 paciente desenvolveu câncer, posteriormente, ao desenvolvimento da DMM. Como evento anterior a DMM, implante de prótese mamária, carcinoma, carcinoma in situ, mastite linfocítica ou impacto mecânico estiveram presentes em 81,25 ?s pacientes, sendo (N= 9/ 56,25%) carcinoma e (N=4/25%) prótese mamária. CONSIDERAÇÕES FINAIS: É importante que uma busca ativa da DMM seja feita durante a avaliação ginecológica de rotina e tratamento adequado possa ser estabelecido, pois ainda que se trate de um diagnóstico raro, apresenta relevante morbidade. Os casos da série apresentada estão em conformidade com dados da literatura mundial sobre o DMM nas suas apresentações clínicas, características anatomopatológicas, tratamentos e desfechos, mostrando que trata-se de uma condição mais frequente em mulheres adultas, especialmente, na presença de um evento anterior como carcinoma ou implante de prótese mamária pouco agressiva, com bom prognóstico e autolimitada.