INTRODUÇÃO: Recém-nascidos (RN) internados em unidades de terapia intensiva neonatal (UTIN) estão expostos a diversos estímulos nocivos. Dessa forma, a posição canguru parece contribuir para esse efeito já que acalma o bebê, diminui o nível de estresse, sinais comportamentais de desconforto e está associado com a diminuição do choro em resposta a dor. OBJETO: Verificar o impacto do posicionamento organizacional nas variáveis fisiológicas e na dor do RN. MÉTODO: Trata-se de um estudo do tipo experimental, pareado longitudinal, quantitativo. Realizado com RN’s pré-termos submetidos à ventilação pulmonar mecânica invasiva e não invasiva. A coleta de dados foi feita no período de setembro de 2022 a dezembro do mesmo ano. Para coleta de dados foi utilizado uma ficha elaborada pelo próprio pesquisador que contém os itens a serem avaliados e quantificados. Além disso, foi utilizado também a Escala NIPS (Neonatal Infant Pain Scale) para avaliação da dor, foi realizado a aprovação pelo Comitê de Ética do Hospital Dr. Carlos Macieira, com parecer consubstanciado nº 5.536.749. RESULTADOS: Foram inseridos no estudo 20 RN, sendo 6 (30%) pacientes do sexo feminino e 14 (70%) do sexo masculino. Considerando a variável Saturação de pulso, 2 (10%) RN apresentaram episódio de hipoxemia na posição canguru, e 6 (30%) durante a posição dorsal. Em relação a frequência cardíaca e dor, 9 (45%) pacientes posicionados no decúbito dorsal cursaram com episódio de taquicardia e 11 (55%) com NIPS acima de 3. A variável frequência respiratória em decúbito ventral não apresentou variáveis consideráveis. CONCLUSÃO: Destaca-se o decúbito ventral como o posicionamento com menores desfechos desfavoráveis aos recém-nascidos, seguido da posição canguru. Estudos futuros, com maior desenvolvimento metodológico e maior número amostral, poderão apontar uma melhor correlação entre as variáveis e uma população mais sensível a essa intervenção.