PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS ÓBITOS FETAIS POR CAUSAS MAL DEFINIDAS, NO PIAUÍ, NO PERÍODO DE 2015 A 2021

Vol 3, 2023 - 178706
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Resumo
INTRODUÇÃO: As condições que não esclarecem os determinantes do óbito foram alocadas como causas mal definidas, bem como doenças infecciosas e parasitárias, afecções originadas no período perinatal, malformações congênitas, deformidades e anomalias (CID-10). No entanto, é indispensável a compreensão das causas dos óbitos fetais e identificar quais poderiam não ter ocorrido, aplicando classificação de evitabilidade (Lista Brasileira de Causas de Morte Evitáveis (LBE) – proposta por Malta et al) e dimensionando o potencial de prevenção de mortes. OBJETIVO: Avaliar o número de óbitos fetais por causas mal definidas, no Piauí, no período de 2015 a 2021. MÉTODOS: Estudo epidemiológico, retrospectivo e descritivo, com abordagem quantitativa, a partir dos dados obtidos no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), realizado mediante dados sobre óbitos fetais por causas mal definidas, no Piauí, entre os anos de 2015 a 2021, utilizando as variáveis: frequência, tipo de parto, incidência por ano, sexo, causa e local de ocorrência. RESULTADOS: Foram registradas, no período estudado, uma frequência de 3.235 casos de óbitos fetais no Piauí, dos quais 1.156 (35,73%) foram em parto cesáreo, 2.056 (63,55%) em parto vaginal e 23 (0,71%) em parto fórceps/ignorados, distribuídos em 511 (15,79%) no ano de 2015, 449 (13,87%) em 2016, 474 (14,65%) em 2017, 513 (15,85%) em 2018, 445 (13,75%) em 2019, 428 (13,23%) em 2020 e 416 (12,85%) em 2021. Além disso, foi identificado 1.659 (51,28%) do sexo masculino, 1.446 (44,69%) do sexo feminino e 130 (4,01%) ignorados. Quanto as causas, 3.051 (94,31%) por afecções do período perinatal, seguida das doenças infecciosas e parasitarias/malformações congênitas, deformidades e anomalias 184 (5,68%) casos. Outrossim, o local de ocorrência com maior predominância são os hospitais com 3.019 (93,32%), e os domicílios com 105 (3,23%). CONCLUSÃO: Os óbitos fetais por causas mal definidas, no Piauí, apresentam um número expressivo, de pouca oscilação entre os anos estudados, com maior prevalência nos partos vaginais e por afecções do período perinatal. Tal cenário torna imprescindível a realização de novos estudos epidemiológicos para a compreensão das causas dos óbitos fetais e, consequentemente, para planejamento de ações, especialmente, preventivas.

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Instituições
  • 1 UNINOVAFAPI
Eixo Temático
  • EPIDEMIOLOGIA
Palavras-chave
Óbitos
Partos
Perinatal