INTRODUÇÃO: As neoplasias malignas colorretais, em especial as que acometem o segmento do reto e do sigmoide, apresentam alta morbimortalidade, e estão entre os dez cânceres mais incidentes no Brasil. Esse tipo de neoplasia apresenta como fator de risco pólipos adenomatosos, lesões benignas que auxiliam na detecção precoce desse câncer, o que facilita e aumenta os índices de prevenção dessa patologia. OBJETIVO: Traçar o perfil epidemiológico dos óbitos e internações por neoplasia maligna da junção retossigmóide, no Piauí. MÉTODOS: Consta-se de um estudo epidemiológico, descritivo e retrospectivo, baseado nos dados obtidos sobre as internações e os óbitos por neoplasia maligna da junção retossigmóide, os dados foram obtidos por meio do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde, disponibilizados pelo DATASUS, no estado do Piauí, no período de 2013 a 2022. Analisou-se as seguintes variáveis: taxa de mortalidade, sexo, faixa etária, e raça. RESULTADOS: No período estudado, foram identificados 3.664 internações e 195 óbitos por neoplasia maligna da junção retossigmóide, destes, 1.585 (43,25%) internações e 79 (40,51%) óbitos, ocorreram entre homens com idade de 40 a 70 anos. A população feminina apresentou 1.837 (50,13%) das internações e 101 (51,80%) dos óbitos. Apesar desse câncer possuir incidências bem distribuídas em ambos os sexos, é importante relatar o aumento considerável da sua taxa de mortalidade ao longo dos anos, em 2013, a taxa de mortalidade entre a população masculina era de 4,88%, já em 2022, 7,69%. Na população feminina, a taxa de mortalidade por essa neoplasia maligna passou de 7,01%, para 8,60%. Entretanto, os casos de internações e de óbitos, decaíram (59,23% nas internações e 72,72% nos óbitos) entre as mulheres piauienses. Isso ocorre devido a população feminina ser mais assídua em acompanhamentos médicos (82,30% dos indivíduos que marcaram consultas ou foram aos hospitais, nos último anos). Além disso, a raça mais acometida foi a parda, contabilizando 3.316 (90,50%) das internações e 157 (80,51%) dos óbitos. CONCLUSÃO: O estudo observou uma discreta prevalência em mulheres pardas, independentemente da diminuição de internações e óbitos, por neoplasia maligna da junção retossigmóide, nessa parcela da população, e aumento na taxa de mortalidade desse câncer em ambos os sexos. Dessa forma, é necessário que o Estado fortaleça a vigilância em saúde e auxilie no diagnóstico e no tratamento precoce desse tipo de doença.