INTRODUÇÃO: A Hanseníase é uma patologia infecciosa crônica milenar, causada pelo Mycobacterium leprae, a qual é caracterizada por meio de lesões cutâneas e neurológicas limitantes, como perda de sensibilidade e sequelas motoras incapacitantes. O contágio se dá por vias respiratórias por meio do contato com indivíduos afetados. Os sinais iniciais podem cursar com manchas hipocrômicas, acastanhadas ou avermelhadas, com alterações de sensibilidade ao calor, e/ou dolorosa,e/ou ao tato. O diagnóstico é usualmente clínico. O tratamento se dá por meio da poli quimioterapia (PQT), gratuitamente via unidade básica de saúde e, se não for tratada no início, tende a evoluir, se tornando transmissível, capaz de atingir qualquer pessoa e classe social. Nesse ínterim, urge a detecção precoce de casos na cidade caxiense, por meio da busca ativa, visto que a doença tem curso lento e progressivo, a fim de frear seu avanço. OBJETIVOS: Analisar o perfil epidemiológico dos pacientes com Hanseníase na cidade de Caxias, entre 2018 a 2022. MÉTODOS: Estudo epidemiológico, descritivo retrospectivo, elaborado pela coleta de dados dos casos de Hanseníase notificados no município de Caxias, no período de 2018 a 2022, na base de dados do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN), disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (DATASUS). RESULTADOS: Nota-se em Caxias, no período de 2018 a 2022, 519 casos notificados, sendo 467 casos novos e 46 alóctones. A distribuição dos resultados foi a seguinte: 2019 - 26,20%, 2018 - 22,54%, 2021- 18,69%, 2022 - 18,11%, 2020 - 14,45%. A população masculina representou 60,12 % dos casos, enquanto a feminina de 39,88%. Além disso, a faixa etária mais afetada foi a de maiores de 15 anos, sendo 94,5%, enquanto os menores de 15 anos representaram 5,4%. No tocante às lesões cutâneas, houve uma discreta diferença, sendo a maioria pacientes paucibacilares 50,09%, enquanto os multibacilares foram 43,73% dos casos notificados e 6,16% não foram informados. Sobre os tipos de lesões, a forma dimorfa foi a mais encontrada, seguido da indeterminada, virchowiana e tuberculoide, nessa ordem. CONCLUSÃO: O perfil epidemiológico apresentado demonstra maior prevalência de lesões dimorfas, paucibacilares, em homens, naturais de Caxias, pardos e maiores de 15 anos. Dessa maneira, demanda políticas públicas preventivas de educação em saúde voltadas a esse perfil de afetados, visando à redução da incidência e à melhoria da saúde pública no município.