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Resumo
INTRODUÇÃO: A hanseníase e a idade reprodutiva das mulheres têm uma relação de antagonismo e risco a saúde dessas, sendo a anticoncepção um fator chave no acompanhamento desse grupo. OBJETIVOS: Avaliar o perfil clínico e epidemiológico da hanseníase em mulheres em idade fértil, notificadas no Piauí no período de 2012 a 2022. MÉTODOS: Estudo epidemiológico descritivo, de abordagem quantitativa, utilizando o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), disponibilizados pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Foram analisados: casos por ano, sexo, raça, faixa etária, escolaridade, classificação operacional, classificação clínica, episódio reacional e tipo de saída. Os dados utilizados na elaboração desta pesquisa são de acesso livre, justificando a ausência do parecer do Comitê de Ética em Pesquisa. RESULTADOS: Entre 2012 e 2022 foram notificados 11.805 casos de Hanseníase no estado do Piauí, sendo 5.189 (43,9%) do sexo feminino, com 2.857 (55%) dessas, em idade fértil. Em relação à raça, há predomínio nas mulheres consideradas pardas, com 2.034 (39,2%) casos. Quanto à faixa etária, as três mais prevalentes são: 40 aos 49 anos com 951 (18,3%) dos casos, seguidos por 30 aos 39 anos com 859 casos (16,5%), e dos 20 aos 29 anos com 598 casos (11,5%) casos. Sobre escolaridade, 371(12,9%) das mulheres férteis possuem da 1ª a 4ª série do ensino fundamental completo. Na classificação operacional, o polo multibacilar tem destaque, com 1605 (56,1%) casos. Já na forma clínica, o predomínio é de 1079 (37,7%) casos da forma Dimorfa, 744(26%) Indeterminada, 271 (9,48%) tuberculoide e 157 (5,49%) Virchowiana. Referente a episódio reacional, 2.001 (70%), a maioria evoluiu sem reação, entretanto, entre as que desenvolveram reação a Tipo 1 foi a mais comum com 208 (7,28%) casos. Por fim, a cura aparece com 2.164 (75,7%) casos, sendo o desfecho de maior prevalência. CONCLUSÃO: O perfil clínico e epidemiológico das mulheres com hanseníase no Piauí em idade fértil é de mulher parda, na faixa etária dos 40 aos 49 anos, de escolaridade baixa, com hanseníase do tipo multibacilar, com clínica dimorfa e com boa resposta ao tratamento evoluindo para cura. Portanto, os dados revelam alta incidência da doença nas mulheres em idade reprodutiva, com um perfil onde faz-se necessário um acompanhamento minucioso desses casos, com instruções principalmente quanto à anticoncepção, no intuito de evitar gravidez de risco, recidivas ou piora da doença.

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Instituições
  • 1 UNIFACID
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Eixo Temático
  • DERMATOLOGIA
Palavras-chave
Hanseníase
Mulheres
Fértil
Piauí
Clínico