OCORRÊNCIA DOS EVENTOS ADVERSOS PÓS-VACINAÇÃO TRÍPLICE VIRAL NO ESTADO DO PIAUÍ ENTRE OS ANOS DE 2014 A 2019

Vol 3, 2023 - 178685
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Resumo
INTRODUÇÃO: O desenvolvimento das vacinas mostrou-se uma das mais bem-sucedidas e rentáveis medidas de saúde pública. Entretanto, o impacto do uso de vacinas em uma sociedade tem várias facetas, podendo levar, embora raramente, à ocorrência de eventos adversos pós-vacinação (EAPV) indesejáveis, os quais são considerados qualquer ocorrência médica indesejada após a vacinação. OBJETIVOS: Investigar a notificação de eventos adversos após vacina tríplice viral na população atendida nos serviços de saúde pública do estado do Piauí no período de 2014 a 2019. MÉTODOS: Estudo epidemiológico, documental, retrospectivo, descritivo, do tipo transversal, de natureza quantitativa utilizando os dados do Sistema de Informação da Vigilância de Eventos Adversos Pós-Vacinação da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (SV-EAPV/SESAPI). Foram avaliados os eventos adversos pós-vacinação tríplice viral no Piauí no período de 2014 a 2019 em torno das variáveis selecionadas: sexo, idade, cor/raça, cidade, agente imunobiológico, via de administração e eventos adversos. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Federal do Piauí (Parecer nº 4.305.494). RESULTADOS: Observou-se a notificação de 80 casos de eventos adversos pós-vacinação tríplice viral no estado do Piauí no período de 2014 a 2019, sendo maior no sexo feminino (60%, n=48), o que pode estar associada a respostas imunes hiperativadas nesse sexo após vacinação. Predominou na faixa etária de 5 a 9 anos (47,5%, n=38) e de 1 a 4 anos (28,75%, n=23). Em relação à cor, a maior parte dos dados foram ignorados ou estão em branco (55%, n=44). Predominou os casos no município de Guaribas (45%, n=36). Quanto ao imunobiológico predominou a vacina tríplice viral isoladamente (83,75%, n=67) e quanto a via de administração maior parte foi intramuscular (46,25%, n=37). Os tipos de EAPV foram erro de imunização (77,5%, n=62), não grave (17,5%, n=14) e grave (5%, n=4). Considerando os EAPV não graves e graves, 3 pacientes apresentaram apenas manifestações locais, 14 apresentaram apenas manifestações sistêmicas, 1 apresentou manifestações locais e sistêmicas. CONCLUSÃO: De maneira geral, a vacina tríplice viral se mostrou pouco reatogênica e bem tolerada, raramente associada a eventos adversos graves. A maior parte dos EAPVs ocorreu em crianças menores de 10 anos, no sexo feminino que tomaram a vacina tríplice viral isoladamente por via intramuscular.

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Instituições
  • 1 UFPI
  • 2 UESPI
  • 3 UNINOVAFAPI
  • 4 UFDPAR
Eixo Temático
  • EPIDEMIOLOGIA
Palavras-chave
Efeitos Colaterais e Reações Adversas Relacionados a Medicamentos
Vacina contra Sarampo-Caxumba-Rubéola
Saúde Pública