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Resumo
INTRODUÇÃO: as cardiopatias congênitas (CC) abrangem toda anormalidade na estrutura e/ou função do coração, podendo ocorrer em diversões situações: no período gestacional, em meio aos exames pré-natais, que podem identificar as malformações no coração; após o nascimento, devido as rotinas em consultas pediátricas, diante a presença de alguns sintomas, como cianose, cansaço entre as mamadas, dispneia, sudorese, dentre outros sintomas. Em média 1 a 2 de cada 1000 nascidos vivos apresentam CC. Em torno de 30?stes recém-nascidos recebem alta hospitalar sem o diagnóstico e evoluem para complicações críticas, o que representa a segunda causa de óbito entre as crianças menores de 1 ano de vida. OBJETIVO: ponderar acerca da mortalidade infantil motivadas por malformações cardíacas no Brasil, no período de 2016 a 2020. MÉTODOS: trata-se de um estudo epidemiológico realizado a partir do recorte temporal entre 2016 e 2020. Os dados referentes aos óbitos foram coletados no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), via DATASUS. Foi utilizada a codificação de causa básica de óbito de acordo com a Revisão da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde da Organização Mundial da Saúde (CID 10). RESULTADOS: no Brasil, entre 2016 e 2020, foram registrados 7. 889 óbitos por malformações congênitas no coração em crianças de 0 a 1 ano de idade, sendo 4.156 do sexo masculino e 3.695 do sexo feminino. A frequência relativa de óbitos foi maior no sexo masculino em todas os anos do corte temporal. O ano 2016 corresponde ao maior número de mortes, contemplando 927 óbitos. Em complemento, percebeu-se que nas regiões Norte e Nordeste houve o maior índice de óbitos por malformação cardíaca congênita. Em 2017, fomentado pelo Ministério da Saúde, houve a realização de 3.400 procedimentos cirúrgicos, acrescendo em 30% os atendimentos, com redução importante na mortalidade infantil dessa população específica. CONCLUSÃO: nesse contexto, compreendeu-se que as cardiopatias congênitas possuem um impacto significativo nos sistemas de saúde, bem como suas complicações na qualidade de vida dos pacientes. Destaca-se também a indispensabilidade do pré-natal durante o ciclo gravídico, sendo um catalisador no processo de diagnóstico e prevenção dos agravos e complicações referentes à esta patologia. Indica-se a necessidade da capacitação de profissionais qualificados, sobretudo no contexto neonatal, para assim modificar este cenário de óbitos infantis.

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Instituições
  • 1 UNIFACID
Eixo Temático
  • CARDIOLOGIA
Palavras-chave
cardiopatias congênitas
complicações
mortalidade infantil