INTRODUÇÃO: O Linfoma Não Hodgkin (LNH) corresponde a um grupo de neoplasias linfocitárias, derivados predominantemente de linfócitos B. mas podendo originar-se de linfócitos T ou células natural-killer. A sintomatologia é bem diversa com adenomegalia indolor, febre inexplicada, sudorese noturna, fadiga, tosse, dor torácica ou abdominal, inapetência, prurido e outros. O diagnóstico do LNH é feito através da biópsia excisional do linfonodo junto à imunofenotipagem para determinação do tipo celular. RELATO DE CASO: P.J.S, sexo masculino, 55 anos, hipertenso e em investigação há 3 meses de linfonodomegalias cervicais, indolores e com crescimento progressivo, é admitido com relato de dispneia aos esforços, hiporexia, astenia limitante às atividades diárias, perda ponderal de 7 kg, febre, vômitos e múltiplos episódios de diarreia com rajas de sangue. Ao exame físico, estava hipocorado ++/4, com múltiplos linfonodos de 2cm palpáveis em cadeia cervical superficial esquerda, móveis e de consistência elástica, e com estertores crepitantes na ausculta pulmonar. Trouxe TC de pescoço evidenciando linfonodomegalias atípicas em região cervical bilateral, TC de tórax com linfonodomegalias em região axilar bilateralmente e TC de abdome com esplenomegalia homogênea e linfonodomegalias em cadeias inguinais e ilíacas bilateralmente. Testes rápidos para HIV, sífilis, hepatite C e HBsAG não reagentes. Vídeo-endoscopia com pangastrite leve e bulboduodenite leve. Foram solicitados hemograma que demonstrou anemia grave, leucopenia e plaquetopenia grave, e histopatológico de linfonodo cervical, sendo este compatível com LNH. Recebeu concentrado de hemácias e de plaquetas e seguiu internação mantendo quadro de diarreia sanguinolenta e apresentando piora da dispneia e da febre. Fez uso de ácido tranexâmico, vitamina K e dipirona. Iniciou antibioticoterapia com ciprofloxacino e clindamicina e fez uso de catéter nasal de O2 com 3l/min. No 5º dia de internação, apresentou piora do quadro com aumento do sangramento retal, hipotensão, taquicardia e insuficiência respiratória aguda, sendo encaminhado para sala de estabilização, onde evoluiu para óbito, não concluindo estadiamento e não iniciando tratamento do linfoma. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Evidencia-se a importância do diagnóstico e do estadiamento precoce do LNH a fim de iniciar o tratamento o mais breve possível na tentativa de evitar as possíveis complicações associadas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes acometidos.