LEISHMANIOSE VISCERAL: PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS CASOS NOTIFICADOS NO ESTADO DO PIAUÍ ENTRE 2013 E 2022

Vol 3, 2023 - 178672
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Resumo
INTRODUÇÃO: A leishmaniose visceral (LV) é uma doença infecciosa de caráter zoonótico, causada por protozoários do gênero Leishmania. A doença constitui um importante problema de saúde pública, devido ao seu caráter letal. OBJETIVOS: Analisar a situação epidemiológica da leishmaniose visceral no Piauí em uma década. MÉTODOS: Estudo ecológico de série temporal, retrospectivo, com abordagem quantitativa, utilizando dados secundários do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), acerca dos casos de LV, entre os anos de 2013 a 2022, no estado do Piauí. As variáveis analisadas foram: sexo, faixa etária, raça, coinfecção com Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), zona de residência e evolução clínica. Os cálculos da incidência foram realizados utilizando a projeção da população em cada ano da década em questão, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). RESULTADOS: Na década analisada foram notificados 1852 casos de LV. O ano de 2014 apresentou a maior taxa de incidência (8,82/100.000 habitantes), sendo a menor no ano de 2021 (2,7/100.000 habitantes). No decênio investigado, quanto ao sexo, observa-se predominância em homens, com 1286 casos (69,44%). Com relação à faixa etária, nota-se maior proporção em pessoas com idade entre 20 a 39 anos, com 490 casos (26,46%), seguida da faixa de 01 a 04 anos, com 399 acometidos (21,54%). Em termos de raça, houve predomínio em indivíduos pardos, com 1566 casos (84,56%). Quanto à coinfecção com HIV, 237 (12,8%) eram coinfectados. O maior percentual de casos de LV, por zona de residência, foi encontrado na área urbana, com um total de 55,4? notificações, sendo que, para 20% dos casos, essa informação estava indisponível. No que se refere à evolução clínica, constatou-se destaque para o percentual de cura (40,93%). Em cerca de 40,6% dos casos, não há informações sobre o desfecho, enquanto 6,53% resultaram em óbito por LV. Entre aqueles coinfectados com HIV, 8,44% tiveram evolução fatal. CONCLUSÃO: Os resultados encontrados neste estudo evidenciam a predominância de casos de leishmaniose visceral no ano de 2014, e, de forma geral, em homens jovens, pardos e residentes de zona urbana. Ademais, percebeu-se maior percentual de cura da doença, sendo que coinfectados com HIV apresentam maior taxa de óbito por LV com relação aos não infectados. A implementação de medidas de prevenção e controle da LV é essencial para a redução da quantidade de casos e mortes causadas pela doença.

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Instituições
  • 1 UFPI
Eixo Temático
  • EPIDEMIOLOGIA
Palavras-chave
Leishmaniose Visceral
Epidemiologia
Doenças Transmissíveis