INTRODUÇÃO: A enxaqueca trata-se de uma doença crônica caracterizada por ao menos 5 crises cefálicas álgicas que durem de 4 a 72 horas, cujos sintomas variam entre dor unilateral, latejante, de intensidade moderada ou forte, exacerbada por atividades físicas rotineiras. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que a enxaqueca acomete aproximadamente 31 milhões de brasileiros. OBJETIVO: Analisar o perfil epidemiológico das enxaquecas e algias cefálicas do estado do Piauí no período de 2012 a 2022. METODOLOGIA: Refere-se a um estudo de caráter epidemiológico, documental e quantitativo de natureza exploratória, descritiva e retrospectiva, com base nos dados sobre internações por enxaquecas e algias cefálicas no Piauí referentes ao período de 2012 a 2022, obtidas no Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS), por intermédio do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Desse modo, por tratar de um estudo o qual tem como base de coleta de dados uma plataforma de domínio público, não houve a necessidade de submissão ao Comitê de Ética (CEP), ao passo que não há implicações éticas, morais ou a identificação dos pacientes participantes do estudo. RESULTADOS: No período analisado foram notificadas 740 internações por enxaqueca e outras síndromes de algias cefálicas no estado do Piauí. Dentre esses casos, 68,92% ocorreu na população entre 20 e 59 anos, sendo desses 19,45? indivíduos entre 20 e 29 anos. Apenas 12,03% dos casos foram registrados em menores de 20 anos e 19,05% em pessoas acima de 59 anos. Quanto ao sexo, observou-se uma prevalência de internações nas mulheres, no qual 69,7% ocorreu no sexo feminino e 30,3% no sexo masculino. CONCLUSÃO: Diante do supramencionado, conclui-se que houve uma maior incidência de internações por enxaqueca e outras síndromes de algias cefálicas, no sexo feminino e na faixa etária dos 20 anos a 59 anos. Assim, nota-se que no Piauí tais casos acometem, mormente, a população economicamente ativa podendo ser incapacitante segundo a OMS. Portanto, faz-se necessária a compreensão do perfil epidemiológico dessa patologia, a fim de aprimorar a implementação de políticas públicas que abordem esse imbróglio, com o instituto de obter melhores prognósticos e reduzir a taxa de incidência da doença.