INTRODUÇÂO: A neoplasia mamária é um sério problema de saúde pública que afeta a população feminina, o qual poderia ser minimizado pela prática do autoexame de mamas (AEM), visto ser uma das etapas indispensáveis no reconhecimento de tumores da mama em fase inicial. OBJETIVO: Avaliar conhecimentos, atitudes e práticas sobre o autoexame de mama em um grupo de mulheres. METODOLOGIA: Pesquisa exploratória descritiva apresentada por meio de estudo qualiquantitativo. Submetido ao comitê de ética número: 610.73. A população e amostra foram constituídas por 130 mulheres entre 18 e 55 anos de idade assistidas pela Estratégia Saúde da Família (ESF) do município de Bonfim do Piauí-PI. Os dados quantitativos foram distribuídos em tabelas e figuras, sendo analisados à luz da literatura pertinente. As respostas qualitativas foram categorizadas e as participantes identificadas por nomes de flores. RESULTADOS: Os resultados evidenciaram que 99?s entrevistadas consideraram o autoexame importante e 92,30?irmaram realizá-lo. No entanto constatou-se atitude inadequada quanto ao dia,e a palpação correta, e a prática desfavorável, no que se refere à frequência e periodicidade do exame,essas mulheres afirmam não terem o conhecimento necessário para desenvolver as atitudes coerentes. É relevante destacar que entre as mulheres que realizam o autoexame 7,70% já perceberam nódulo na mama e 3,80% notaram excreção mamilar. Quanto à observação direta da técnica correta do procedimento, 100% não souberam executar o exame de maneira precisa. Verificou-se que a maioria das mulheres tem baixo grau de entendimento sobre o autoexame de mama, o que pode repercutir no diagnóstico tardio do câncer mamário. Considerando que a promoção da saúde, a profilaxia e diagnóstico precoce do câncer de mama constituem armas poderosas que os profissionais de saúde dispõem para fazer em face deste problema de saúde e, de algum modo, controlar o aumento da doença, o mesmo não se tem verificado da forma esperada. CONCLUSÃO: As mulheres que frequentam a referida ESF pesquisada não estão sendo assistidas adequadamente pelos profissionais de saúde no que tange aos conhecimentos, atitudes e práticas adequadas. Portanto é imprescindível que os profissionais da atenção básica de saúde intensifiquem os cuidados e práticas educativas sobre a temática.