CIRURGIA CARDÍACA EM PACIENTE COM ESTENOSE AÓRTICA SEVERA ASSINTOMÁTICA: UM RELATO DE CASO

Vol 3, 2023 - 178647
Relato de caso
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Resumo
INTRODUÇÃO: A estenose aórtica (EAo) corresponde a 35?s valvopatias moderadas a graves e consiste na obstrução da via de saída do ventrículo esquerdo (VE). É decorrente da calcificação progressiva dos folhetos da valva aórtica, o que gera redução da área valvar, sobrecarga hemodinâmica do VE e hipertrofia ventricular. À medida que o aporte sanguíneo se torna insuficiente, ocorre isquemia e disfunção do VE. RELATO DE CASO: CJQB, feminino, 55 anos, ex-tabagista e dislipidêmica. Procurou atendimento médico relatando sensação de sopro no ouvido direito e pulsação na fúrcula esternal há 4 anos. À ausculta, identificou-se um sopro cardíaco. O ecocardiograma transtorácico (ETT) evidenciou estenose severa de valva aórtica bicúspide, sendo a paciente encaminhada ao serviço de cirurgia cardíaca para troca valvar devido à presença de fatores complicadores, já que não possuía sintomas devido à etiologia congênita da EAo. Conforme Diretriz Brasileira de Valvopatias (2020), recomenda-se avaliar complicadores para realizar a intervenção cirúrgica em casos assintomáticos de EAo, sendo eles: ETT com fração de ejeção do VE < 50> 5,0 m/s e gradiente médio VE/Aorta > 60 mmHg (paciente com 120 mmHg medido por cateterismo), teste ergométrico com ausência de reserva inotrópica e/ou baixa capacidade funcional, hipotensão arterial durante esforço com queda de 20 mmHg na pressão arterial sistólica e/ou presença de sintomas em baixas cargas. Paciente possuía ainda gradiente sistólico máximo e médio de 92 e 73 mmHg, respectivamente. Foi incluída na lista de espera para cirurgia, permanecendo assintomática por mais de 1 ano. Cerca de 3 meses antes do procedimento, apresentou dor torácica anginosa, fator que aumenta o risco de morte súbita, sendo solicitada urgência na cirurgia. Portanto, a indicação cirúrgica na ausência de sintomas em uma EAo grave foi pautada nos fatores agravantes, até meses antes da cirurgia, quando a paciente iniciou os sintomas. Após a troca valvar, a paciente evoluiu com alta hospitalar e segue em uso de Varfarina Sódica ad eternum e acompanhamento cardiológico mensal para controle do tempo de protrombina entre 2 e 3, visando prevenir trombose de valva. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Neste caso, evidencia-se a importância da investigação de parâmetros complicadores em casos de valvopatia assintomática para ofertar aos pacientes melhor seguimento terapêutico.

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Instituições
  • 1 Faculdade ITPAC Santa Inês
Eixo Temático
  • CARDIOLOGIA
Palavras-chave
Cardiologia
Estenose da Valva Aórtica
Procedimentos Cirúrgicos Cardíacos
Técnicas de Diagnóstico Cardiovascular