INTRODUÇÃO: As causas de mortes evitáveis são definidas como aquelas preveníveis, total ou parcialmente, por ações efetivas dos serviços de saúde, assim , quando o sistema de saúde não consegue atender as necessidades de saúde e seus fatores determinantes são frágeis a identificação e a intervenção acertada, corrobora para a morte que poderia ter sido evitada. OBJETIVO: Avaliar a epidemiologia das mortes evitáveis em menores de 05 anos no nordeste no período de 2016 a 2020. MÉTODOS: Estudo epidemiológico retrospectivo, descritivo e quantitativo, com dados registrados de 2016 a 2020. Utilizou-se os dados notificados e registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SISNAN) e divididos em duas categorias: óbitos por má assistência ao recém-nascido e óbitos por redução de ações para o diagnóstico e tratamento adequado em menores de 05 anos. RESULTADOS: Foram notificados 16.002 óbitos com causas evitáveis em menores de 05 anos no período de 2016 a 2020. A Bahia apresenta a maior incidência com 3.043 (27%) óbitos reduzíveis a adequada atenção ao recém nascido, seguido do Ceará com 1.719 (15%). O Piauí notificou 569 (5%) e os demais estados do nordeste somaram 5.892 (52%) mortes. Em relação aos óbitos por redução de ações para o diagnóstico e o tratamento em menores de 05 anos totalizaram 4779 (29,8%). CONCLUSÃO: A Bahia teve a maior incidência de mortes evitáveis do Nordeste Brasileiro de 2016 a 2020 em menores de 5 anos. O Estado do Ceará teve o segundo maior número de mortes evitáveis da região no mesmo período. O Piauí ficou com um número de mortes evitáveis que o posiciona na sétima colocação. Prevenir as mortes de crianças menores de 5 anos é um dever dos Estados com a melhoria de todos os setores que estão envolvidos com a assistência infantil, especialmente quando se trata de mortes por causas evitáveis.