AVALIAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DAS NOTIFICAÇÕES DE ESQUISTOSSOMOSE NO BRASIL ENTRE 2013 E 2022.

Vol 3, 2023 - 178638
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Resumo
INTRODUÇÃO: A esquistossomose é uma parasitose causada por trematódeos do gênero Schistosoma. Sua transmissão ocorre através da penetração ativa da cercária na pele, que alcança o sistema porta hepático levando a uma reação granulomatosa e consequente hepatomegalia. Esta infecção pode se apresentar de duas formas, a aguda e a crônica, em suas formas hepatointestinal, pulmonar e renal, principalmente. OBJETIVOS: Determinar o perfil epidemiológico das notificações de Esquistossomose no Brasil entre 2013 e 2022. METODOLOGIA: Pesquisa documental e quantitativa, com dados oriundos do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) do DATASUS. As variáveis foram gênero, forma clínica, faixa etária, casos positivos, número de pessoas tratadas, mortalidade, evolução clínica e região, coletadas de janeiro de 2013 a dezembro de 2022. RESULTADOS: Foram confirmados 43.878 casos de esquistossomose no Brasil durante o período analisado, com destaque para a forma clínica intestinal, que se apresentou com 23.977 (54,6%), enquanto a forma hepatoesplênica teve 2.018 (4,6%), hepatointestinal com 2.179 (4,9%), aguda com 1.728 (3,9%) e 1.889 (4,3%) se apresentaram como outra forma não mencionada. Sendo que em 12.087 (27,5%) casos não houve registro da forma clínica. Quanto à evolução, 26.882 (61,2%) evoluíram para cura, 721 (1,6%) não foram curados e 751 (1,7%) foram a óbito. A faixa etária com maior número de casos foi 20-30 anos, com 15.904 (36,2%) e a menor foi de 1-4 anos, com 365 (0,83%) pacientes. O sexo masculino apresentou quantidade de casos superior ao feminino, sendo 26.846 (61,1%) e 17. 027 (38,8%), respectivamente. A região com mais notificações foi a sudeste, com 32.206 (73,3%) e a menor foi a região sul com 463 (1,05%). CONCLUSÃO: A esquistossomose no Brasil apresentou um elevado número de casos confirmados, principalmente na forma clínica intestinal. Houve maior incidência de 20-30 anos, no sexo masculino e na região sudeste. Apesar da maioria dos casos evoluir para a cura, houve registros de óbitos relacionados à esquistossomose. Medidas de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado, como melhoria do saneamento básico, educação em saúde, controle de vetores, exame parasitológico de fezes, testes de antígenos e testes sorológicos, são necessárias para reduzir a incidência da esquistossomose e melhorar a saúde da população brasileira.

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Palavras-chave
Epidemiologia
Esquistossomose e Parasitose