INTRODUÇÃO: O Diabetes mellitus Tipo II (DM2) está associado à obesidade e ao envelhecimento, cujas complicações são as principais causas de morbimortalidade precoce, sendo prevenidas ou retardadas a partir da adesão ao tratamento e desenvolvimento de práticas de autocuidado: alimentação saudável, prática de atividade física, cuidado com os pés e uso do medicamento. OBJETIVOS: Avaliar a adesão ao tratamento e ao autocuidado dos pacientes com DM2. MÉTODOS: Realizou-se visitas domiciliares a pacientes maiores de 18 anos com DM2 assistidos pela Unidade Básica de Saúde Bom Sucesso, na cidade de Imperatriz, Maranhão, Brasil. Houve a medição da glicemia capilar, aferição da pressão arterial, peso, altura, IMC e circunferência abdominal (CA) e aplicação de Questionário de Atividades de Autocuidado com o Diabetes - QAD. Esta pesquisa recebeu aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Carlos Macieira, via Plataforma Brasil, CAAE: 55572722.80000.8907, sob parecer nº 5.246.867. Todos os participantes assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. RESULTADOS: 35 diabéticos foram entrevistados, com uma maioria de mulheres (68,5%) em relação a homens (31,4%), média de idades de 63 anos e prevalência do ensino fundamental incompleto (51,6%). A avaliação antropométrica dos pacientes apresentou sobrepeso (47%) e CA aumentada (94,1%), com destaque para mulheres (100%). Na avaliação glicêmica e adesão ao tratamento, houveram valores aumentados para a glicemia em jejum (65,3%) e pós prandial (50%) e uso da medicação diária conforme o recomendado pelo médico (74,3%), com consumo polimedicamentoso de quatro ou mais medicamentos diários (53%). Quanto à avaliação dos hábitos de vida nos últimos sete dias pregressos à pesquisa, 43% dos pacientes não seguiu uma alimentação saudável em nenhum dia, 65,7% não praticou atividade física específica, 31,4% não avaliou os pés, 48,5% comeram doces em todos os sete dias, 5,7% fizeram uso do cigarro e 20% ingeriram bebidas alcoólicas. Das complicações associadas à DM2, houve prevalência de alterações cardiovasculares (22%), com destaque para hipertensão (88,6%). CONCLUSÃO: Observou-se baixa adesão ao tratamento e às práticas de autocuidado pelos pacientes. Assim, torna-se imprescindível o acompanhamento desses indivíduos, visando promover educação em saúde para elevar o nível de conhecimento acerca dessa doença e estimular as práticas de autocuidado como estratégias de prevenção ou retardo de complicações futuras.