INTRODUÇÃO: O câncer de mama, tipo de câncer mais frequente na mulher brasileira, é uma doença causada pela multiplicação desordenada de células anormais da mama, que forma um tumor com potencial de invadir outros órgãos. Há vários tipos de câncer de mama, dentre eles, alguns têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem lentamente. OBJETIVO: Relatar os casos notificados de câncer de mama segundo a realização de exame histopatológico de mama no estado do Piauí entre os anos de 2013 a 2023. MÉTODOS: Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo e comparativo entre os anos de 2013 e 2023, cujos dados foram obtidos por meio do banco de dados provenientes do DATASUS – SISCAN-SISMAMA-EXAME HISTOPATOLÓGICO MAMA- Piauí. As variáveis desse estudo foram: número de casos notificados de malignidade segundo exame histopatológico de mama, ano de competência, faixa etária e tipo de carcinoma. RESULTADOS: Identificamos dentro do estado do Piauí, 52 casos de neoplasia maligna em 2013,106 em 2014,4 em 2015, 10 em 2016,73 em 2017,145 em 2018,248 em 2019,110 em 2020,210 em 2021,206 em 2022 e 87 até o presente momento do ano de 2023. Quanto a faixa etária mais afetada, pode-se observar que foi em mulheres entre 50 a 54 anos (33,3%) com 156 casos entre os anos de 2013 a 2023. Em relação ao tipo de carcinoma mais predominante foi o carcinoma ductal infiltrante presente em 54,5% dos casos. CONCLUSÃO:A combinação dos dados nos permite concluir que o número de casos de câncer de mama tiveram um aumento significativo entre os anos de 2013 a 2014, apresentando uma relativa queda em 2015, mas com uma nova progressão de 2016 até 2022. Logo, pôde-se notar uma progressão das notificações de câncer de mama ao longo dos anos, que pode estar relacionada com a ampliação do acesso a exames de rastreamento e maior conscientização das mulheres em faixa etária de risco para a patologia, a partir de políticas públicas que incentivam o rastreio, o que possibilita uma melhoria na identificação precoce dessa patologia. Além disso, cabe destacar ainda que a queda dos casos em 2020 pode estar relacionada com a pandemia do COVID-19, em que muitas questões foram deixadas de lado, inclusive a realização de exames de rastreio para outras doenças. Portanto, é notório o impacto desse rastreamento precoce para o diagnóstico de neoplasias malignas mamárias, permitindo assim um melhor prognóstico para os casos.