INTRODUÇÃO: O câncer de cólon está entre os cânceres de maior incidência na população brasileira, e se desenvolve lentamente e silenciosamente. É necessário que o rastreamento seja feito em todas as pessoas com idade acima dos 50 anos. Essa neoplasia maligna do intestino, possui origem em pólipos adenomatosos que apesar de benignos podem malignizar e evoluir para câncer. OBJETIVO: Traçar o perfil epidemiológico dos casos de neoplasia maligna do cólon no estado do Piauí. METODOLOGIA: Tratou-se de um estudo do tipo epidemiológico, documental e quantitativo de natureza exploratória, descritiva e retrospectiva, com base em dados obtidos no SIH – DATASUS e SIA – DATASUS, a respeito dos casos de neoplasia maligna do cólon no período de 2012 a 2022 no estado do Piauí. Foram analisadas as seguintes variáveis: quantidade total de casos notificados, faixa etária, sexo, colonoscopias apresentadas, caráter do atendimento e número de óbitos. RESULTADOS: No período estudado, foram notificados 5.051 casos de neoplasia malignas do cólon no estado do Piauí. O ano que apresentou maior prevalência foi 2017 com 873 casos (17,28%). Com relação à idade, observou-se uma quantidade de casos mais prevalente na faixa etária entre 40 e 79 anos totalizando 4.273 (84,59%). O sexo feminino apresentou 2.893 (57,27%) casos e o sexo masculino 2.158 casos (42,72%). No período estudado foram apresentadas 20.235 colonoscopias, com menor quantidade nos anos 2020, em que houve 691 exames (3,41%) e 2021 com 701 exames (3,46%). Dentre os casos notificados, 3.904 (77,29%) receberam atendimento eletivo e 1.147 (22,70%) foram atendidos em caráter de urgência. Em relação aos óbitos, foram notificados 221 casos (4,37%) de mortes por câncer de cólon. CONCLUSÃO: Observa-se a importância do conhecimento sobre o perfil epidemiológico da neoplasia de colón, visto seu impacto sobre a população brasileira e seu curso silencioso, necessitando dessa maneira um parâmetro de rastreamento. Nesse viés se observou que grande parte dos atendimentos são eletivos, visto que o seu diagnóstico é feito pela colonoscopia, no qual há o rastreio dessa patologia. Além disso, a faixa etária prevalente é entre os 40 e 79 anos devendo haver uma atenção especial ao rastreio. Outrossim observa-se que as mulheres prevaleceram em relações aos homens e o período em que menos houve realização de colonoscopia foi 2021 e consequentemente menos casos foram diagnosticados, a importância da realização desse exame para rastreamento.