INTRODUÇÃO: O sistema circulatório é composto, basicamente, por uma bomba (coração) e um circuito de vasos (artérias, veias, arteríolas, vênulas e capilares) responsáveis pelo transporte de O2 e nutrientes. Dentre os exemplos de doenças cardiovasculares, têm-se as doenças hipertensivas, as isquêmicas do coração, as vasculares periféricas, as cerebrovasculares ,os transtornos da condução e arritmias cardíacas. OBJETIVOS: O presente trabalho tem como objetivo analisar o quadro epidemiológico acerca das principais doenças que acometem o sistema circulatório, considerando os dados de internação e de óbitos no estado do Piauí no período de 2018 a 2022. MÉTODOS: Estudo epidemiológico realizado mediante coleta de dados secundários no Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS), na qual não houve necessidade de aprovação do Comitê de Ética. Tais dados correspondem ao número total de internações e de óbitos no Estado do Piauí em cada ano no período de 2018 a 2022 relacionado com patologias do sistema cardiovascular. RESULTADOS: No período analisado, foram registrados 62.844 casos de doenças do sistema circulatório no Piauí. A faixa etária em que foi notificada mais internações foi a de 70 a 79 anos (24,1%), seguida de 60 a 69 anos (23,1%). No que se refere às patologias mais prevalentes têm-se insuficiência cardíaca com 15.825 casos (25,1%), seguida de acidente vascular cerebral com 10.327 casos (16,4%). Em relação à evolução das doenças, foram registrados 4.753 óbitos, sendo que a causa mais prevalente foi acidente vascular cerebral com 1.470 mortes (30,9%). Ademais, o ano de 2019 foi o que obteve maior registro de internações (26,7%) e o ano de 2022, o que houve maior número de óbitos (29,2%).CONCLUSÃO: A partir do estudo, conclui-se que a insuficiência cardíaca é a maior causa de internações por doenças cardiovasculares. A faixa etária mais acometida por esse grupo de doenças é de 70 a 79 anos. Além disso, o acidente vascular cerebral foi a maior causa de óbitos dentre essas doenças. No período analisado, o ano de 2019 registrou mais casos de internações e o ano de 2022 registrou maior número de óbitos.