INTRODUÇÃO: O tratamento padrão da apendicite aguda é a remoção cirúrgica do apêndice inflamado. A apendicectomia é a operação mais frequente nas situações de emergência, sendo considerada uma cirurgia de baixo risco, especialmente se for realizada através de laparoscopia. Embora exista a preferência pelas técnicas minimamente invasivas, a cirurgia aberta ainda é realidade na maioria dos hospitais públicos. O índice de complicações pós-operatórias varia conforme a técnica cirúrgica empregada, as condições comórbidas do paciente, o grau de evolução da doença e a ocorrência de perfuração apendicular. OBJETIVOS: Analisar o perfil cirúrgico das apendicectomias realizadas no estado do Piauí nos últimos 5 anos e a sua repercussão nas internações. METODOLOGIA: Trata-se de uma pesquisa retrospectiva, de caráter quantitativo, obtida a partir dos dados referentes a procedimentos financiados pelo SUS no estado do Piauí, extraídos do departamento de informática do Sistema Único de Saúde do Brasil (DATASUS). RESULTADOS: Durante o período de 2018 a 2022 foram realizados 8820 apendicectomias, sendo que somente 52 (0,58%) ocorreram na modalidade de vídeo. O maior quantitativo de apendicectomias foi produzido em 2021 (N=1862) enquanto a menor quantidade foi visualizada em 2018 (N=1681). Após isso, 2019 (N=1834), 2020 (N=1731) e 2022 (N=1712) representaram a segunda, terceira e quarta colocação, respectivamente, acerca do montante de procedimentos. Em relação a quantidade de dias internados, 2018 obteve a maior média permanência (3,8 dias) ao passo que 2020 produziu a menor média. Já no que diz respeito as taxas de mortalidade, 2019 adquiriu a maior (0,48%) e em contrapartida, 2020 atingiu a menor taxa (0,17%). Ressalta-se que durante o período analisado, a taxa de mortalidade média foi de aproximadamente 0,32%. CONCLUSÃO: Verificou-se uma tendência de decaimento média permanência pós apendicectomias entre os anos de 2018 a 2020, tendo o crescimento dessa média retornado durante o ano de 2021 e mantido até 2022. O número de óbitos seguiu o mesmo padrão, com exceção de 2022, em que houve novamente uma queda na quantia. Vale destacar que ainda são necessários mais estudos para compreender os agentes determinantes desses dados, a fim de que a taxa de mortalidade e média permanência no hospital após esse procedimento seja cada vez menor, visto que esses parâmetros refletem maiores taxas de sucessos e menores parcelas de complicações durante o ato cirúrgico.