INTRODUÇÃO: A Ximenia americana L., conhecida como ameixa-silvestre ou ameixa-do-mato é uma espécie vegetal com ocorrência no Nordeste do país, principalmente nos estados do Piauí, Ceará e Bahia. Estudos farmacológicos com as cascas do caule desta planta indicaram bom desempenho no tratamento contra hanseníase, malária, infecções, inflamações e na cicatrização da pele, já as suas folhas são muito utilizadas como laxante e no tratamento de sarampo. OBJETIVO: Analisar efeito analgésico e anti-inflamatório do extrato etanólico das cascas da Ximenia américana. MÉTODOS: O trabalho foi aprovado pela Comissão de Ética no Uso de Animais da Universidade Estadual do Piauí com protocolo nº 009366/2023-16. Utilizaram-se camundongos machos, 20-30g, n=6/grupo, divididos nos grupos: (1) controle negativo que recebeu 0,1 mL/10g/animal de solução fisiológica 0,9%, via oral, (2) controle positivo que recebeu morfina (10 mg/kg, via cutânea), (3) grupos teste que receberam o extrato etanólico do caule de X. americana (EEX) nas doses de 50, 100 e 200 mg/kg, via oral. Realizaram-se o teste das contorções abdominais induzidas por ácido acético 1% (v/v, via intraperitoneal), onde se contabiliza o número de contorções do animal no período de 20 minutos, e, o teste de formalina, induzida pela administração intraplantar de formalina 2%, em que se contabiliza o tempo de lambida na pata durante 30 minutos, sendo 5 minutos iniciais (fase aguda) e 15 minutos finais (fase inflamatória). Os dados foram analisados utilizando One-Way ANOVA, seguido do pós-teste de Tukey, com significância de 5%. RESULTADOS: Os grupos tratados com EEX nas doses de 50 (69,50±5,07), 100 (71,20±4,58) e 200 mg/kg (65±10,17) não apresentaram diferença significativa quando comparados ao grupo controle negativo (68,40±3,35). No teste de formalina, apenas na fase aguda, os grupos que receberam EEX nas doses de 100 (31,80±4,68, p<0,05) e 200 mg/kg (33,75±7,95, p<0,05) apresentaram diferença significativa quando comparados ao controle negativo (65,06±8,55), possivelmente pela presença de triterpenoides, já bastante estudados por suas propriedades analgésicas e anti-inflamatórias. CONCLUSÃO: Os resultados sugerem ação analgésica do EEX, no entanto, são necessários mais estudos que comprovem esta ação