Tratamento com Riociguate em paciente de alto risco cirúrgico com hipertensão pulmonar tromboembólica crônica (HPTEC): Relato de caso

Vol 2, 2022 - 157075
Relato de caso
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Resumo

Introdução: Hipertensão Pulmonar (HP) é um aumento patológico na pressão arterial pulmonar associado a diversas condições clínicas. O exame padrão ouro para o diagnóstico é o cateterismo cardíaco direito. A HP pode ser subdividida em cinco grupos, de acordo com a classificação de NICE, sendo a hipertensão pulmonar tromboembólica crônica (HPTEC) uma forma rara da doença e a única causa do grupo 4. O principal tratamento para HPTEC é a tromboarterectomia pulmonar, porém é inoperável em cerca de 30% dos casos. Nessas situações o Riociguate pode ser uma alternativa, com melhora da classe funcional. Relato de caso: Mulher, 85 anos, compareceu ao pneumologista, em 2017, com queixas de astenia e dispneia há cerca de 4 meses. Negava tosse, febre, sintomas nasais e articulares. Sem história de tabagismo. Ao exame físico, ausculta respiratória e cardíaca normais, Saturação de oxigênio de 88?spirometria com distúrbio ventilatório restritivo leve (capacidade vital forçada de 75%). Possuía um Ecocardiograma (ECO) prévio com diagnóstico de HP importante, mostrando Pressão Sistólica da Artéria Pulmonar (PSAP) de 77 mmHg. Solicitaram-se alguns exames, realizados em 2018, destacando-se uma Angiotomografia Computadorizada Arterial Pulmonar com fino trombo linear isolado na artéria lobar inferior direita. Após o exame, foi iniciado uso de anticoagulante oral (Rivaroxabana 15 mg 2x/dia por 21 dias). Um novo ECO foi solicitado, com PSAP de 60 mmHg, Fração de ejeção de 69%, Fração diastólica de Ventrículo direito alterada, moderada Insuficiência Tricúspide e discreto aumento de Átrio e Ventrículo Direito. Posteriormente, ainda em 2018, devido aos quadros de dispneia progressiva, foi realizada uma Cintilografia Ventilação Perfusão, constatando alterações compatíveis com Tromboembolismo pulmonar crônico. Foi solicitado cateterismo cardíaco direito, que evidenciou pressão média da artéria pulmonar de 36 mmHg. A hipótese diagnóstica foi de HPTEC e, por se tratar de uma paciente de alto risco cirúrgico, optou-se pelo tratamento com Riociguate, iniciado em 2019. Atualmente, encontra-se em uso de Rivaroxabana e Riociguate, com grau de dispneia passando de nível 3 a 1 de acordo com a escala Medical Research Council modificada (mMRC) e PSAP de 38 mmHg. Considerações finais: O uso do Riociguate proporcionou uma boa evolução do estado dispneico da paciente, evidenciado especialmente pelos valores da mMRC, da CF e do PSAP.

Instituições
  • 1 Universidade Federal do Piauí
Eixo Temático
  • PNEUMOLOGIA
Palavras-chave
Hipertensão Pulmonar
Tratamento Farmacológico
Tromboembolia Pulmonar