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Se você NUNCA registrou um DOI no seu Lattes, veja nosso tutorial!INTRODUÇÃO: O infarto agudo do miocárdio (IAM) constitui uma das principais causas de morbimortalidade no Brasil e no mundo, fato que está relacionado a fatores de risco evitáveis como por exemplo: colesterol elevado, sedentarismo, obesidade, diabetes e principalmente a hipertensão arterial. No Brasil, o IAM é um dos maiores gastos com internações hospitalares do SUS. Nesse cenário, a prevenção primária e secundária são fundamentais na assistência à população de risco para evitar a ocorrência de síndrome coronariana aguda. OBJETIVOS: Analisar a relação entre internações e óbitos devido ao infarto agudo do miocárdio durante o período de 2019 a 2022 na região Nordeste do Brasil. MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal analítico de caráter qualitativo acerca da relação entre internações e óbitos por IAM na região nordeste do Brasil, nos últimos cinco anos. Dessa forma, utilizou-se dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) disponibilizados pelo DATASUS/Tabnet, Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde no Brasil, na opção de Morbidade Hospitalar do SUS (SIH/SUS). RESULTADOS: Observou-se que a Região Nordeste ficou em segundo lugar nos dias de permanência das internações e óbitos, sendo responsável por 19,4?s internações totais, 21,50% dos dias de internações totais e 22,64% dos óbitos totais, perdendo apenas para a Região Sudeste em todos os anos que foram analisados. Ao analisar detalhadamente a taxa de mortalidade dos estados brasileiros, o de maior taxa é Alagoas, na Região Nordeste, com 16,89, sendo assim, próxima do dobro da média nacional, estimado em 9,35 (2n=18,7). Isso pode estar relacionado com o alto índice de diabetes, obesidade e hipertensão, nos quais vários estados do Nordeste, como Ceará e Sergipe, estão em posições relevantes ao comparar com a média nacional. CONCLUSÃO: O presente estudo evidenciou que o nordeste fica em segundo lugar em número de dias de permanência de internações e óbitos em decorrência de IAM no período estudado, atrás somente da região sudeste. Observou-se que ainda na região nordeste a taxa de mortalidade é próxima do dobro da média nacional, sendo Alagoas o estado com o maior índice, o que pode estar relacionado à exposição desigual a fatores de risco. Neste sentido os resultados apontam para uma necessidade urgente de se delinear ações que corrijam as deficiências na prevenção e controle do IAM, desde promoção à saúde até a terapia intensiva, considerando a especificidade de cada região.
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