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INTRODUÇÃO: A patologia do pseudoaneurisma(PA) é caracterizada por lesão da parede arterial, com extravasamento de sangue que é contido pelos tecidos vizinhos. Evolui com hematoma organizado e fluxo arterial em seu interior, comunicando-se diretamente com a luz do vaso. Os principais sinais e sintomas são abaulamento pulsátil e doloroso. Portanto, o objetivo deste trabalho é relatar o caso de um paciente jovem com PA de artéria carótida comum tratado de forma minimamente invasiva. RELATO: Paciente O.G.M., masculino, 19 anos, vítima de ferimento por arma de fogo em região cervical, tratado com curativo oclusivo em pronto socorro local. Evoluiu com dor e abaulamento pulsátil progressivo em região cervical esquerda, sendo referenciado para o Hospital de Urgências de Teresina. Foram realizados exames de Ecodoppler e Angiotomografia diagnosticando PA da Artéria Carótida Comum Esquerda. Também foi evidenciado trombose venosa profunda em veia jugular interna esquerda, sendo tratado com anticoagulação. Paciente evoluiu com desconforto cervical progressivo, associado a episódios de tosse e sangramento por orifício de saída do projétil, em região cervical esquerda, com aumento do volume cervical, sendo referenciado para tratamento no Hospital Universitário do Piauí. Diante da gravidade do caso, risco de progressão e rotura do PA, com consequente insuficiência respiratória por compressão extrínseca das vias aéreas, além de acidente vascular cerebral isquêmico, optou-se por intervenção cirúrgica. Realizou-se abordagem endovascula, através de punção da artéria femoral comum direita. Esta opção terapêutica, comparado à via aberta (cervicotomia), tem a grande vantagem de evitar trauma cirúrgico e sangramento maior, além de ser realizado com anestesia local. Procedeu-se com implante de stent em artéria carótida comum e embolização do PA com implante de micromolas de liberação controlada, preenchendo o interior do PA, ocluindo o mesmo. Evoluiu no pós operatório sem queixas, hemodinamicamente estável, Glasgow 15, tendo alta hospitalar 2 dias após a cirurgia. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O trauma cervical pode ocasionar lesão dos vasos carotídeos e jugulares. O PA de carótida é considerado uma patologia rara e grave, devendo ser prontamente diagnosticada e tratada em virtude do seu potencial risco de morbidade e mortalidade. O tratamento endovascular é uma opção segura e eficaz para a correção desta patologia.
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