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INTRODUÇÃO: As parasitoses intestinais constituem-se de toda moléstia causada por helmintos e protozoários. A infecção pode ser assintomática ou causar diarreia, febre, anemia e até quadros mais graves, como obstrução intestinal, prolapso retal e a formação de abcessos extra intestinais. A diferença na distribuição das parasitoses entre as regiões de um país é um forte indicador socioeconômico, visto que a transmissão ocorre por via fecal oral, relacionando-se às precárias condições higiênico-sanitárias. Dessa forma, o estudo favorece o fomento de estratégias governamentais voltadas para a melhoria da qualidade de vida da população de Teresina-Piauí. OBJETIVOS: Analisar a prevalência de parasitoses intestinais na cidade de Teresina – PI e classificar as helmintíases em: espécie, sexo, faixa etária e zona geográfica. MÉTODOS: Estudo descritivo, documental, com abordagem quantitativa, evidenciando uma análise de serviço de saúde no período de Janeiro a Dezembro de 2018, na cidade de Teresina– PI. Utilizou-se uma planilha digital com os resultados dos exames de fezes realizados no laboratório de referência da cidade. Foram incluídos todos os resultados de exames positivos para helmintos, analisando as variáveis: sexo, faixa etária, zona geográfica e espécies. Além disso, foram excluídos pacientes não residentes na cidade de Teresina. Os dados foram analisados através de frequências simples e absoluta, proporção na base 100 e calculo de incidência e prevalência e georeferenciamento dos casos. O trabalho foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) do Centro Universitário Unifacid e pela instituição detentora dos resultados, a Fundação Municipal de Saúde (FMS). RESULTADOS: Evidenciou-se uma prevalência de parasitoses gastrointestinais de 7,16% na população estudada. Dentre as espécies de helmintos, a mais incidente foi Ascaris lumbricoides (55,39%), seguida por Enterobius vermicularis (24,46%). A população mais acometida foi na faixa etária de 0-15 anos de idade (34,53%), sexo feminino (65,47%), residentes na Zona Sul da cidade (35,97%). CONCLUSÃO: Ademais, o helminto de maior prevalência foi o Ascaris lumbricoides, acometendo principalmente jovens do sexo feminino da Zona Sul de Teresina. Entretanto, as helmintíases são patologias subdiagnosticadas, fato evidenciado pelo baixo número de casos encontrados nos dados do laboratório de referência, e outros estudos poderão melhor dimensionar a prevalência de helmintíases na população em geral.
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