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Se você NUNCA registrou um DOI no seu Lattes, veja nosso tutorial!INTRODUÇÃO: As infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) constituem um grave problema de saúde pública, em especial, para pacientes críticos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Em virtude do ambiente assistencial invasivo, nas UTI, as IRAS estão associadas à severidade clínica, prolongamento da permanência no hospital e mortalidade. Acinetobacter baumannii se destaca como um dos mais importantes patógenos presentes em UTI, onde surtos esporádicos de doenças podem ocorrer devido à sua persistência no ambiente hospitalar e extensa resistência aos antimicrobianos, muitas vezes inviabilizando o tratamento. Apesar da expressão de bombas de efluxo ser um dos principais mecanismos de resistência a antibióticos em A. baumannii, com predominância do sistema AdeABC-AdeRS, trata-se de um mecanismo ainda pouco identificado em isolados clínicos. OBJETIVOS: Investigar a presença dos genes do sistema de efluxo AdeABC-AdeRS em isolados clínicos de A. baumannii obtidos de pacientes com IRAS. METODOLOGIA: Neste estudo, 06 isolados clínicos de A. baumannii extremamente resistentes aos antimicrobianos (XDR), coletados de pacientes com IRAS internados no Hospital de Urgências de Teresina - HUT (CAAE/UFPI 61695516.8.0000.5214), foram avaliados quanto à presença dos genes de efluxo do sistema AdeABC-AdeRS e do gene blaOXA-51 pela técnica de reação em cadeia da polimerase (PCR). Foi avaliado também o perfil clínico e epidemiológico dos pacientes por meio de consulta a dados básicos dos prontuários. RESULTADOS: Todos os isolados clínicos foram positivos para presença do gene blaOXA-51, confirmando a identificação de A. baumannii. Observou-se que quatro das seis amostras de A. baumannii analisadas apresentaram todos os genes do sistema AdeABC-AdeRS, um isolado apresentou a associação adeA+adeB+adeC e outro isolado a associação adeB+adeC. Os pacientes tinham idades entre 15 e 61 anos, com predominância do sexo masculino (5/6) e sob cuidados de terapia intensiva (4/6). Observou-se a presença de pelos menos um fator de risco em todos os pacientes e que metade (3/6) evoluíram a óbito. CONCLUSÃO:A distribuição gênica do sistema de efluxo adeABC-adeRS foi extremamente alta entre isolados clínicos avaliados, reforçando-se que a presença desse mecanismo desempenha importante papel no desenvolvimento de resistência à múltiplas drogas em A. baumannii favorecendo a desenvolvimento de IRAS.
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