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Resumo

INTRODUÇÃO: A sífilis é uma doença infecciosa e de notificação compulsória, cujo agente etiológico é a bactéria Treponema pallidum da classe das espiroquetas. OBJETIVO: Traçar o perfil epidemiológico da sífilis adquirida no estado do Piauí, no período de 2011 a 2021. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo do tipo epidemiológico, documental e quantitativo de natureza exploratória, descritiva e retrospectiva, com base nos dados obtidos dos casos de sífilis adquirida no SINAN -DATASUS no período de 2011 a 2021, onde foram analisadas as seguintes variáveis: sexo, faixa etária, raça, escolaridade e evolução dos casos. RESULTADOS: No período estudado, foram notificados 3.784 casos de sífilis adquirida no estado do Piauí. Destes, 2.165 (57,2 %) ocorreram em pessoas do sexo masculino. A faixa etária prevalente foi a de 20 a 39 anos, com 2.146 casos (56,7%). A raça parda foi a de maior prevalência, apresentando 2.669 casos (70,5%). No que tange a escolaridade, os indivíduos com ensino médio completo apresentaram maior prevalência com 679 casos (17,9%). Em relação à evolução da doença, 2.052 casos (54,22%) obtiveram cura e apenas 2 casos (0,052%) vieram a óbito pelo agravo notificado e 1.722 casos (45,5%) das notificações tiveram essa informação ignorada. O ano de 2019 representou o pico das notificações, com 1.134 casos (29,96%). DISCUSSÃO: A análise dos dados mostrou que o grupo mais afetado foram os homens, na faixa etária de 20 a 39 anos. Fato corroborado por esse grupo procurar menos o serviço de saúde e ter maior comportamento sexual de risco. A raça parda prevalece em relação as outras devido a fatores culturais, ambientais e históricos da população piauiense. Outrossim, a baixa escolaridade implica no aumento do risco de contrair sífilis pois, nesse grupo há maior dificuldade de aderir ao uso de preservativo e as campanhas de prevenção. As poucas evoluções para óbito, podem demonstrar a eficiência do atendimento aos pacientes com sífilis adquirida, a facilidade de acesso aos testes rápidos e ao tratamento, e com isso, a interrupção do ciclo de transmissão. Quanto à evolução, houve um crescimento expressivo nos casos de sífilis, chegando ao pico em 2019, visto a melhoria da vigilância epidemiológica, com redução da subnotificação e elevação do número de pessoas infectadas. CONCLUSÃO: O conhecimento do perfil epidemiológico da sífilis adquirida é importante indicador de saúde pública, haja vista que a partir dele se propõe medidas de controle da doença.

Instituições
  • 1 Centro Universitário UniFacid Wyden
Eixo Temático
  • Epidemiologia
Palavras-chave
Sífilis
Doenças sexualmente transmissíveis
Epidemiologia