PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS ÓBITOS SECUNDÁRIOS A NEOPLASIA MALIGNA DO PÂNCREAS NO ESTADO DO PIAUÍ ENTRE OS ANOS DE 2015 E 2019

Vol 2, 2022 - 157046
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Resumo

INTRODUÇÃO: A alta mortalidade em decorrência da neoplasia maligna do pâncreas é atribuída a seus aspectos biológicos, bem como às dificuldades no diagnóstico precoce e à falta de diretrizes para avaliação eficaz dos casos suspeitos em estágios iniciais. Apesar da identificação de alguns fatores de risco, as causas da doença ainda não são totalmente conhecidas, o que torna a compreensão de sua epidemiologia essencial para o desenvolvimento de estratégias de intervenção. OBJETIVOS: Demonstrar as características epidemiológicas relacionadas ao número de óbitos decorrentes de neoplasia maligna do pâncreas no estado do Piauí entre os anos de 2015 e 2019. MÉTODOS: Trata-se de um estudo retrospectivo, observacional e descritivo realizado a partir de dados epidemiológicos do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) referentes ao estado do Piauí, abrangendo o período de 2015 a 2019. De acordo com a Resolução nº 510, de 07 de abril de 2016, do Conselho Nacional de Saúde, não foi necessário submeter o trabalho ao Comitê de Ética em Pesquisa. RESULTADOS: De 2015 a 2019, foi registrado um total de 483 óbitos secundários a neoplasia maligna do pâncreas no Piauí. Destes, 53,83% ocorreram entre pessoas do sexo masculino, e 46,17% entre o sexo feminino. Do total de óbitos, indivíduos na faixa etária de 70 a 79 anos compunham o grupo mais acometido, representando 28,57% dos casos. Observou-se, ainda, que 302 pacientes eram de cor/raça parda e que 138 não possuíam nenhum nível de escolaridade. Entre o período investigado, o ano que constatou o maior número de mortes foi 2019, totalizando 116 óbitos. CONCLUSÃO: A análise dos dados obtidos permite afirmar que indivíduos do sexo masculino, de cor/raça parda e da faixa etária de 70 a 79 anos configuram os grupos com maior número de óbitos secundários a neoplasia maligna de pâncreas no Piauí, no período de 2015 a 2019. É válido destacar que, por vezes, a falta de conhecimento sobre a enfermidade e/ou a dificuldade de acesso aos serviços de saúde pode contribuir com o atraso do diagnóstico e do tratamento da doença, resultando em óbito. Logo, é de grande importância o conhecimento acerca do perfil epidemiológico da população acometida, pois serve de subsídio para o planejamento e implementação de intervenções eficazes e direcionadas.

Instituições
  • 1 Centro Universitário UNINOVAFAPI
Eixo Temático
  • Epidemiologia
Palavras-chave
Epidemiologia
Neoplasias Pancreáticas
Mortalidade