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INTRODUÇÃO: As reações hansênicas constituem episódios agudos e subagudos de hipersensibilidade ao Mycobacterium leprae, agente etiológico da hanseníase, podendo ocorrer antes, durante ou após o esquema de poliquimioterapia, tratamento de escolha para essa micobacteriose. Geralmente acometem pacientes com alta carga bacilar e são desencadeadas por fatores precipitantes, como infecções, traumas, vacinas e contraceptivos orais, podendo ser classificada em tipos 1 e 2. Na reação hansênica tipo 1, as lesões tornam-se mais eritematosas e infiltradas, com piora dos sinais neurológicos e edema em membros. Nesse cenário, é de suma importância o diagnóstico imediato para seu manejo, uma vez que representa a maior causa de lesão no nervo periférico e aumento das incapacidades. RELATO DE CASO: V.M.F., 57 anos, recebeu alta por cura de hanseníase multibacilar em julho de 2020. Paciente veio para consulta em ambulatório de dermatologia em Teresina-PI no mês março de 2021 referindo que, após internação por covid-19 em janeiro de 2021, vem apresentando quadro de placas eritematodescamativas infiltradas por todo o corpo, além de piora das parestesias em membros superiores e inferiores. Queixa-se de dor no peito na região da placa localizada em tórax anterior, além de referir uso de prednisona 30 mg prescrito pelo clínico há cerca de 30 dias. Diante disso, foi realizada a prevenção de incapacidade, que constou redução da força e piora da sensibilidade, corroborando o diagnóstico de reação hansênica tipo 1. A conduta realizada foi o ajuste da dose de prednisona para 1mg/kg, com programação para redução a cada 15 dias, além de antiparasitário, para profilaxia de estrongiloidíase, cálcio e vitamina D, para profilaxia de osteoporose, e protetor gástrico. Além disso, foi encaminhado ao clínico para controle glicêmico e pressórico. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que existem vários fatores que alteram o sistema imunológico do paciente, desencadeando as reações hansênicas, dentre eles a internação hospitalar devido a infecção por covid-19 do paciente em questão. Desse modo, é essencial que, com essa nova doença inserida no cenário pandêmico desde 2020, haja uma maior atenção à coinfecção de covid-19 e hanseníase, bem como o acompanhamento continuado e uma maior educação em saúde acerca do tema. Nesse viés, ambiciona-se o rápido diagnóstico e o manejo da reação, tendo em vista o seu potencial incapacitante, com o fito de propiciar um melhor prognóstico ao paciente.
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