Melanoma maligno com extensa lesão vegetante no dorso: relato de caso de um dos maiores tumores da literatura

Vol 2, 2022 - 157022
Relato de caso
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Resumo

INTRODUÇÃO: O câncer de pele é o tipo mais frequente no Brasil, correspondendo a 30? todos os cânceres malignos. Desse valor, o melanoma representa 3%, e é o tipo mais grave e com maior probabilidade de culminar em metástase e/ou morte. Os principais fatores de risco são exposição solar, pele clara e história familiar. O objetivo deste relato é apresentar um caso incomum de melanoma maligno com extensa lesão vegetante no dorso, o qual figura entre um dos maiores relatados na literatura. RELATO DE CASO: Paciente do sexo femenino, 54 anos, apresentava lesão vegetante no dorso, com crescimento progressivo nos últimos 3 anos, evoluindo, há 10 meses, com prurido, dor e secreção local. Evoluiu com infecção no local da lesão, o que a motivou a procurar atendimento médico. Apresentou-se ao serviço sem biópsia prévia. À macroscopia, apresentava lesão enegrecida, mal delimitada, medindo 19,5x12,5cm, com extensa área úlcero-vegetante central. Nas tomografias de crânio e de abdome superior, não houve achados sugestivos de neoplasia. Na tomografia de tórax, houve achados de derrames pleurais esquerdo e direito, determinando atelectasia compressiva parcial. Foi realizada exérese da lesão e o estudo anatomopatológico por congelamento do produto da ressecção teve a conclusão de microestadiamento nível de Clark V e espessura de Breslow de 44mm, estando presente invasão sanguínea, linfática e perineural. A superfície de corte foi de espessura máxima de 4,4cm e distal a 3,5cm, com ampliação profunda de 3,6x2,5x0,04cm. Todas as margens mostraram-se livres de neoplasia. Em uma segunda intervenção, foi realizada toda a síntese de pele e subcutâneo, com boa evolução da cicatrização e sem sinais de infecção. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O melanoma possui bons índices de sobrevida e baixa morbidade em seus estágios iniciais, contudo, se não detectado precocemente, pode evoluir para extensa lesão e metástases. Após revisão da literatura, acredita-se que o caso descrito seja um dos maiores melanomas primários já relatados. Além disso, é incomum que uma lesão com tamanha proliferação não tenha apresentado metástases, já que melanomas muito menores e com menor tempo de proliferação, frequentemente, evoluem com metástases à distância. Tal achado corrobora com outros relatados na literatura, podendo ser indicativo de um comportamento ainda não bem estudado, demonstrando uma área de potencial promissor para pesquisa e desenvolvimento de tratamentos mais eficazes.

Instituições
  • 1 Universidade Estadual do Piauí
Eixo Temático
  • Dermatologia
Palavras-chave
Melanoma
Caso Incomum
Lesão Extensa
Neoplasia