Este trabalho foi publicado pelo Galoá e tem um DOI depositado. Para citar este trabalho, use um dos padrões abaixo:
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Se você NUNCA registrou um DOI no seu Lattes, veja nosso tutorial!INTRODUÇÃO: Os transtornos decorrentes do uso de álcool são frequentes nos países desenvolvidos e possuem taxas menores, mas ainda substanciais, nos países em desenvolvimento, além de serem mais comuns em homens do que em mulheres. Apesar de sua alta prevalência, são subdiagnosticados e subtratados devido à insuficiência de triagens eficazes pela atenção primária à saúde, bem como ao estigma relacionado aos pacientes acometidos. OBJETIVOS: Identificar as características epidemiológicas relacionadas aos transtornos mentais e comportamentais secundários ao uso de álcool no Piauí entre os anos de 2016 e 2019. MÉTODOS: Trata-se de um estudo retrospectivo, observacional e descritivo realizado a partir de dados epidemiológicos do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) referentes ao estado do Piauí, abrangendo o período de 2016 a 2019. De acordo com a Resolução nº 510, de 07 de abril de 2016, do Conselho Nacional de Saúde, não foi necessário submeter o trabalho ao Comitê de Ética em Pesquisa. RESULTADOS: No Piauí, do ano de 2016 ao ano de 2019, foram registradas 1.382 internações secundárias a transtornos mentais e comportamentais por uso de álcool. Nesse cenário, em 2019 ocorreram 445 internações e, em 2016, 273 internações, que correspondem ao maior e ao menor número total de casos por ano, respectivamente. Em relação ao perfil dos pacientes, indivíduos entre 45 e 49 anos compõem a faixa etária mais acometida, totalizando 217 hospitalizações. Observou-se, ainda, que houve predominância no sexo masculino, correspondendo a 89,65% dos casos. Os dados evidenciaram que a população parda apresentou o maior índice de internações, perfazendo 88,9% do total. CONCLUSÃO: A análise dos dados obtidos permite afirmar que indivíduos do sexo masculino, de cor/raça parda e da faixa etária de 45 a 49 anos configuram os grupos com maior número de internações secundárias a transtornos mentais e comportamentais por uso de álcool no Estado do Piauí, no período de 2016 a 2019. Nesse contexto, apesar do estigma intrinsecamente relacionado à condição, é de fundamental importância o conhecimento epidemiológico dos grupos envolvidos para que sejam realizadas atividades efetivas de intervenção pelas equipes de saúde.
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