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Se você NUNCA registrou um DOI no seu Lattes, veja nosso tutorial!INTRODUÇÃO: No Brasil, cerca de 200 mil pessoas morrem por ano por complicações do tabagismo No epitélio das vias aéreas de fumantes e pacientes com DPOC há superexpressão da enzima conversora de angiotensina II (ACE-2), potencializando seus efeitos sobre o risco de doença grave por COVID-19. OBJETIVOS: Avaliar a influência do tabagismo na progressão e óbito por COVID-19 analisando-se a cessação do hábito e a instalação de alterações pulmonares irreversíveis. MÉTODOS: Trata-se de um estudo observacional, retrospectivo e qualiquantitativo que incluiu 300 pacientes com COVID-19 admitidos na UTI de Hospital Público de Teresina - PI entre 2020 e 2021, classificando-os em fumantes, ex-fumantes e portadores de DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica). RESULTADOS: Avaliou-se 300 pacientes, destes 66 eram tabagistas/ex-tabagistas, sendo 29 ex-tabagistas e destes 3 portadores de DPOC e 37 tabagistas, destes 22 portadores de DPOC. Os indivíduos com história de tabagismo (atual ou passado) não possuíram maior prevalência de “óbito” em relação àqueles pacientes sem história de tabagismo, já que a razão de prevalência teve o valor de 1,024 e o intervalo de confiança variou de 0,373 a 2,810. Entretanto, 45% dos pacientes possuíam DPOC e destes, 90?leceram. De acordo com a análise da tabulação cruzada e cálculo da estimativa de risco, o indivíduo com DPOC, ao contrair COVID-19, possui um risco 3,137 vezes maior de evoluir para o óbito. O tabagismo provavelmente está associado à progressão negativa e resultados adversos em pacientes com COVID-19, ao passo que está relacionado a cascata inflamatória, resultando em destruição das paredes alveolares, fibrose das pequenas vias aéreas e hipersecreção mucosa. Contudo, 68% dos pacientes da amostra são ex- tabagistas e ao cessar o tabagismo a recuperação pulmonar começa imediatamente, uma vez que as células epiteliais se regeneram e assemelham-se a células incólumes à exposição. Portanto, a presença de alterações inflamatórias e fibróticas crônicas já instaladas contribuem para queda da função e da capacidade pulmonares e que, apesar de a cessação do tabagismo, melhorar a dispnéia e reduzir as exacerbações, uma infecção por COVID-19 reduz significativamente as chances de sobrevida. CONCLUSÃO: Os indivíduos com histórico de tabagismo atual ou prévio, sem DPOC, não apresentaram desfecho “óbito” elevado em relação aos não tabagistas Os portadores DPOC possuem um risco 3,137 vezes maior de evoluir para o óbito.
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