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INTRODUÇÃO: O teratoma consiste em tumores de células germinativas prevalente em fetos, neonatos e crianças, de maior incidência no sexo feminino. Na histologia, formado por tecidos diferenciados por folhetos germinativos, embora uma camada possa predominar. Por essa razão, múltiplos tecidos estranhos ao local que crescem podem estar presentes. Ademais, os teratomas são compostos por elementos sólidos, císticos ou ambos em vários estádios de diferenciação. Quando este tumor apresenta vértebra ou notocorda, possui grau de diferenciação, denominado de Fetus in fetu (FIF). RELATO DE CASO: Recém-nascido feminino, termo, grande para a idade gestacional, macrossômico com mãe O. Evoluiu com bom estado geral após o nascimento. Hemodinamicamente estável, ativo e reativo, eupneico, acianótico, anictérico, afebril, hidratado e normocorado, com dieta oral, diurese e evacuações presentes. Apresentou massa palpável abdominal, sendo submetido a tomografia computadorizada de abdome com imagem sugestiva de tumor anexial. Após exame, foi submetido a laparotomia exploradora com retirada de tumoração mesentérica com pedículo encapsulado. Massa em formato de embrião, membros vestigiais e pele bem formada, sugestivo de FIF. Evoluiu com hipoatividade no pós-operatório imediato e diminuição de diurese, indicado uso de furosemida. Realizado extubação no segundo dia de pós-operatório e fechamento de sonda orogástrica no terceiro dia. Evoluindo bem com boa aceitação de dieta oral, de início em 4 ml, sem intercorrências. Realizado o anatomopatológico em amostra, diagnosticada como teratoma maduro benigno. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Apesar do FIF ser uma condição rara em geral diagnosticada por imagem, é necessário o diagnóstico diferencial com outros teratomas pelo potencial maligno. Neste caso em especial, a tomografia computadorizada com contraste, juntamente a os demais exames de imagem, poderiam ter elucidado o caso. Além disso, a localização retroperitoneal, a inserção nos vasos mesentéricos e esplênicos, compactua com a hipótese de FIF, visto que os demais tipos de teratoma raramente surgem no retroperitônio, atingindo menos de 5% dos tumores. A cirurgia de FIF são, em geral, curativas por considerar uma condição benigna, contudo, se relata alguns casos isolados de malignidade pós-ressecção. Assim, alguns cirurgiões recomendam ressecção completa com monitorização de marcadores tumorais (alfa-fetoproteína, hormônio gonadotrofina coriônica, utilizado em teratomas imaturos e CA 19-9).
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