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INTRODUÇÃO: Feocromocitomas são tumores secretores de catecolaminas originados de células da medula adrenal. Há uma apresentação de feocromocitoma extra-adrenal, os paragangliomas, que originam-se dos gânglios simpáticos. O feocromocitoma é extremamente raro, cerca de 1-2 por 100.000 indivíduos são diagnosticados anualmente e estima-se que 0,5% dos casos de hipertensão são decorrentes dele. A tríade clássica deste tumor é cefaléia, transpiração súbita episódica e taquicardia, denota-se malignidade pela presença de metástase. O diagnóstico é realizado pela tomografia computadorizada (TC) de abdome e pela dosagem das catecolaminas produzidas pelo tumor. O tratamento de escolha consiste na ressecção completa do tumor após o preparo farmacológico do paciente. No pós-operatório, em geral, há controle da hipertensão arterial. RELATO DE CASO: Adulto do gênero masculino, 36 anos, encaminhado para o serviço do Hospital Estadual Vila Alpina por queixas de disúria, hematúria macroscópica esporádica, crises de cefaleia e picos hipertensivos. Realizou-se ultrassonografia do aparelho urinário, revelando uma lesão vegetante na bexiga. No exame de urina observou-se como resultado proteinúria, leucocitúria, nitrito negativo, hematúria e bacteriúria. A TC de abdome revelou uma vegetação 30X27mm no assoalho vesical à esquerda. Decidiu-se por fazer uma ressecção transuretral de bexiga (RTU b), no intra-operatório observou-se lesão polipoide pediculada hipervascularizada em assoalho pélvico à esquerda. Após a cirurgia, o anatomopatológico indicou presença de infiltrado celular atípico. O estudo imuno-histoquímico confirmou a suspeita de paraganglioma positivo para Ki-67, proteína S100, Comogranina A e Synaptophysina. Como acompanhamento pós-operatório, dosou-se a metanefrina urinária, com valores dentro dos padrões de normalidade, e a normetanefrina urinária, com um valor levemente alterado. No terceiro mês de pós-operatório a ressonância magnética de abdome superior e pelve demonstrou ausência de linfonodomegalias, bexiga com conteúdo homogêneo, sem particularidades. Paciente relatou resolução do quadro de cefaleia, disúria e hematúria e conseguiu-se um bom controle da pressão arterial. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O feocromocitoma é uma doença rara, sendo imprescindível a divulgação de dados de alta qualidade e diretrizes sobre o seguimento dos pacientes. Atualmente, o tratamento endoscópico do feocromocitoma da bexiga associado com otimização pré-operatória é seguro e viável.
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