Febre reumática no Brasil: estudo transversal do perfil epidemiológico dos últimos 10 anos

Vol 2, 2022 - 157007
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Resumo

Introdução: A febre reumática ocorre após processo recorrente infeccioso bacteriano da orofaringe, relacionado ao Streptococcus do grupo A. Essa enfermidade pode atingir articulações, coração e cérebro, podendo deixar sequelas graves definitivas. Objetivo: Analisar o perfil epidemiológico de febre reumática no Brasil. Métodos: Foi realizada um estudo ecológico de série temporal dos últimos dez anos (2012 a 2022), em todas as unidades federativas, com dados do Departamento de Estatísticas do Sistema Único de Saúde (DATASUS) para avaliar a relação entre idade e o diagnóstico de febre reumática. Resultado: Observou-se que o número de casos ocorridos no período foi de 28.164 mil casos e que a região norte do Brasil apresentou, proporcionalmente, o maior número de casos 0,81%, seguido pelas regiões centro-oeste com 0,22%, nordeste 0,20%, sudeste 0,096% e sul 0,082%. A doença foi mais comum no sexo feminino (51,31%) e sua prevalência foi maior na faixa etária acima de 50 anos, com 53,36?sos, seguido da faixa etária de 20 até 49 anos e de 0 até 19 anos, com 29,81?9,69%, o que contraria os dados esperados pela literatura, no qual há um predomínio maior no público infantil, entretanto, é necessário maiores estudos para saber se os dados epidemiológicos que mostram maior incidência em adultos acima de 50 anos representam diagnóstico tardio ou com outros problemas de subnotificação. Conclusão: Pode-se concluir que os óbitos foram mais incidentes na região Norte, em adultos maiores que 50 anos e predominância no sexo feminino. Conhecer o perfil epidemiológico dos pacientes que vieram à óbitos por febre reumática é importante, pois poderá contribuir para a formulação de políticas públicas que venham controlar e evitar que novos casos apareçam.

Instituições
  • 1 Centro Universitário UniFacid Wyden
Eixo Temático
  • ALERGOLOGIA E IMUNOLOGIA CLÍNICA
Palavras-chave
Febre reumática
Streptococcus
Epidemiologia