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INTRODUÇÃO: A hanseníase é uma doença infecciosa causada pela Mycobacterium tuberculosis, que atinge principalmente as mucosas, pele e os nervos periféricos, ocasionando lesões neurais, principalmente nos olhos, mãos e pés. A hanseníase possui diagnóstico, tratamento e cura, no entanto, quando realizados tardiamente podem gerar consequências para os portadores, seus familiares e para a saúde pública, devido às incapacitações decorrentes das lesões neurais e ao possível aumento da carga bacilar que aumenta a propagação da doença. Assim, torna-se evidente a necessidade de se conhecer o perfil dos acometidos pela hanseníase, através de um estudo epidemiológico, para que se possa construir planos de cuidados, ações educativas e políticas públicas coerentes com as características destes. OBJETIVOS: Descrever o perfil epidemiológico da hanseníase na região Nordeste, Brasil, no período de 2016 a 2021. MÉTODOS: Trata-se de um estudo retrospectivo, de abordagem quantitativa, com dados coletados a partir do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde do Brasil (DATASUS), através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação da hanseníase (SINAN), no período entre 2016 e 2021, na região Nordeste, Brasil. RESULTADOS: Foram diagnosticados 78.866 casos, destes 94,1% apresentam faixa etária maior que 15 anos, sendo 36,9% entre 40 a 59 anos, 56,5% eram do sexo masculino, 18,7% relataram escolaridade Ensino Fundamental incompleto. Além disso, 66,8% se autodeclararam cor ou raça parda e 3% eram gestantes. A classificação operacional mais encontrada foi multibacilar em 74,5% dos indivíduos, 36,9% relataram mais de cinco lesões e 42,7% foram com forma clínica dimorfa. Ainda, 79,2% dos casos eram novos e 47,6% evoluíram para a cura clínica. CONCLUSÃO: Com o estudo, observa-se que no Nordeste, no período de 2016 a 2021, destaca-se a ocorrência de hanseníase em indivíduos entre 40 a 59 anos, sexo masculino, com baixa escolaridade, da cor ou raça parda. Quanto aos dados clínicos, evidencia-se que há mais casos novos, sendo multibacilares, mas que apresentam boa evolução para a cura. Reforça-se, portanto, a necessidade de políticas públicas, ações de prevenção e promoção da saúde, além daquelas curativas, para melhoria das condições de vida dos indivíduos, ampliação do diagnóstico precoce, tratamento adequado e redução da carga bacilar, para que haja minimização dos casos novos e diminuição da transmissão da doença.
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