ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DOS CASOS DE SÍFILIS CONGÊNITA NOTIFICADOS NO PIAUÍ E O NÚMERO DE NATIMORTOS REGISTRADOS PELA DOENÇA

Vol 2, 2022 - 157003
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Resumo

INTRODUÇÃO: A sífilis congênita é uma doença prevenível, desde que a gestante infectada seja diagnosticada e prontamente tratada sendo sua ocorrência indicativa de falhas na assistência pré-natal. Além disso, é causa de grande morbidade na vida intrauterina, que pode gerar desfechos negativos da gestação, tais como, aborto, nati e neomortalidade e complicações precoces e tardias nos nascidos vivos. OBJETIVO:Descrever o perfil epidemiológico dos casos notificados de sífilis congênita e número de natimortos registrados pela doença, que ocorreram no Piauí durante os anos de 2017 a 2021. MÉTODOS:Trata-se de um estudo documental, descritivo e quantitativo, que foi desenvolvido através dos dados online registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde. Houve a análise das seguintes variáveis: escolaridade materna, momento do diagnóstico, realização de pré-natal, tratamento do parceiro, evolução e classificação final. RESULTADOS: Foram registrados 1.665 casos de sífilis congênita durante o período avaliado no estado. Desses, 48,94%foram confirmados durante o pré-natal, 32,97% no momento do parto/curetagem, 14,53% após o parto e 3,56% não foram realizados ou ignorados. Houve registro de 35 natimortos/ abortos pelo agravo, bem como ocorrência de sífilis congênita recente em 95.73% dos nascidos, em termos de classificação final e evolução. Associados a esses números, cabe citar que 86,36?s gestantes realizaram as consultas pré-natais e que a maior parte do grupo avaliado (25,88%) informou possuir grau de escolaridade ensino fundamental incompleto. Em relação ao tratamento do parceiro, constatou-se uma baixa adesão, com uma porcentagem predominante de 51.53%. CONCLUSÃO: Os resultados apontam que o principal fator responsável pela incidência da sífilis congênita é a assistência pré-natal inadequada, por isso é necessário que se avalie a qualidade do conteúdo das consultas assim como as ações a serem realizadas entre as mesmas, garantir acesso ao serviço de saúde de qualidade, durante o pré-natal e no momento do parto, minimizando assim os fatores de risco individuais, a incidência de sífilis congênita, a mortalidade fetal e neonatal. Além disso, é importante dispor de profissionais capacitados a fim de disseminar o conhecimento sobre a infecção para a população e estimular a adesão do parceiro ao tratamento.

Instituições
  • 1 Centro Universitário UniFacid Wyden
  • 2 Universidade Estadual do Maranhão
Eixo Temático
  • Ginecologia e Obstetrícia
Palavras-chave
Sífilis Congênita
Prevenção
Mortalidade Neonatal