EPIDEMIOLOGIA DAS FRATURAS DE FÊMUR E SEU CUSTO PARA O ESTADO DO PIAUÍ NO PERÍODO DE 2017 A 2021

Vol 2, 2022 - 156998
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Resumo

INTRODUÇÃO: As fraturas de fêmur representam uma entidade de impacto social e encargo financeiro significativo para o Sistema Único de Saúde (SUS). Elas podem ser classificadas anatomicamente em proximais, diafisárias e distais. Nesse contexto, enquanto que nas proximais a senilidade é um importante fator de risco, nas diafisárias e distais, destaca-se a energia envolvida no trauma, não fatores individuais. Além disso, as repercussões das fraturas estão associadas a procedimentos cirúrgicos extensos, longos períodos de internação e recuperação dos pacientes, bem como a altas taxas de morbimortalidade, sobretudo em idosos (> 60 anos), e de incapacidade pós-operatória, acarretando maiores custos, tanto para a família, quanto para o SUS. Nesse cenário, percebe-se que é inerente avaliar os custos envolvidos nos processos desse evento no Piauí. OBJETIVOS: Traçar um perfil epidemiológico das fraturas de fêmur ocorridas no estado do Piauí no período de 2017 a 2021, bem como os custos associados a esse trauma. METODOLOGIA: Estudo de caráter epidemiológico, descritivo e quantitativo, contendo fraturas de fêmur ocorridas no Piauí entre 01 de janeiro de 2017 a 31 de dezembro de 2021. Os dados foram obtidos através do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) e analisados de acordo com sexo, idade, mortalidade e custo total das internações, comparando os dados estaduais com os obtidos para a capital Teresina. Os resultados foram agrupados em planilhas, gráficos e tabelas pelo Microsoft Excel. RESULTADOS: Durante o período estudado, foram registradas 8.095 fraturas, sendo 47,5% em mulheres e 52,5% em homens. A mortalidade foi de 2,45%. Houve predomínio de fraturas em idosos (50,7%), onde 69,4?s fraturas aconteceram em mulheres, e a faixa etária mais acometida foi acima dos 80 anos de idade, correspondendo a 25,6%. O custo total para o Estado do Piauí foi de R$15.099.617,92, onde 90,7% do valor foi destinado para Teresina, mas apenas 38,5? verba foi utilizada para tratar os residentes da capital. CONCLUSÃO: Dessa forma, infere-se que as fraturas de fêmur acometeram em maior proporção a população idosa feminina e com maior predomínio na faixa etária acima dos 80 anos, havendo grande mobilização de custos voltados principalmente para pacientes de fora da capital. Com isso, ressalta-se a necessidade de prevenção e tratamento adequados, a fim de proporcionar benefícios para a sociedade civil e para o Estado, diminuindo a morbidade e os custos.

Instituições
  • 1 Universidade Estadual do Piauí
Eixo Temático
  • Ortopedia
Palavras-chave
fraturas
fêmur
idosos
epidemiologia