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Introdução: O vírus da dengue (DENV) é um arbovírus transmitido por mosquitos, tornou-se uma grande ameaça à vida humana americana, atingindo cerca de 23 milhões de casos de 1980 a 2017. O Brasil está entre os países mais acometidos por essa terrível doença viral, com 13,6 milhões de casos. A incidência de dengue aumentou 30 vezes nas últimas cinco décadas. Objetivo: Analisar dados epidemiológicos e demográficos da dengue atualmente no Brasil, por meio de informes epidemiológicos do Ministério da Saúde no ano que se segue. Métodos: Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo, do tipo quantitativo, tendo como fonte de coleta de dados, o boletim epidemiológico da Dengue do Ministério da Saúde (MS), de 02/01/2022 a 18/06/2022, que corresponde a semana epidemiológica (SE) 24 de 2022. Resultados: De acordo com a análise do boletim, até a SE 24 de 2022 ocorreram 1.172.882 casos prováveis de dengue (taxa de incidência de 549,8 casos por 100 mil hab.) no Brasil. Em comparação com o ano de 2019, houve redução de 9,8?casos registrados para o mesmo período analisado. Quando comparado com o ano de 2021, ocorreu um aumento de 195,9?sos até a respectiva semana. Para o ano de 2022, a Região Centro-Oeste apresentou a maior taxa de incidência de dengue, com 1.629,9 casos/100 mil hab., seguida das Regiões: Sul (983,9 casos/100 mil hab.), Sudeste (440,7 casos/100 mil hab.), Nordeste (284,8 casos/100 mil hab.) e Norte (223,2 casos/100 mil hab). Até a SE 24, foram confirmados 960 casos de dengue grave (DG) e 12.158 casos de dengue com sinais de alarme (DSA). Ressalta-se que 756 casos de DG e DAS permanecem em investigação. Até o momento, foram confirmados 585 óbitos por dengue, sendo 491 por critério laboratorial e 94 por critério clínico epidemiológico. Os estados que apresentaram o maior número de óbitos foram: São Paulo (200), Santa Catarina (66), Paraná (60), Rio Grande do Sul (57) e Goiás (55). Permanecem em investigação outros 216 óbitos. Conclusão: O aumento dos casos de dengue no Brasil traz grandes desafios epidemiológicos, uma vez que o aumento do número de casos é justificado pela redução das medidas preventivas e controle do vetor. Nesse sentido as autoridades sanitárias precisam definir como principal estratégia de controle medidas de eliminação do vetor e intensificação de campanhas de educação em saúde para diminuir o número de casos, além de videoconferências com os estados pela Sala de Situação de arboviroses.
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