DESCRIÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DO PRÉ-NATAL E TRATAMENTO DA SÍFILIS CONGÊNITA NO ESTADO DO PIAUÍ

Vol 2, 2022 - 156989
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Resumo

INTRODUÇÃO: A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum, potencialmente grave para o feto e o recém-nascido, em caso de tratamento inadequado das gestantes infectadas, promovendo transmissão vertical da doença. Por isso, é crucial o rastreio durante o pré-natal, para o diagnóstico precoce, tratamento adequado e prevenção da transmissão vertical. Nesse sentido, o aumento recente de casos de Sífilis Congênita, no Piauí requer um estudo epidemiológico acerca dessa doença. OBJETIVOS: Relatar os casos de sífilis congênita no Piauí, no intervalo de 2017 à 2021. MÉTODOS: A pesquisa foi um estudo epidemiológico descritivo, retrospectivo e quantitativo, que utilizou dados secundários do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN), disponíveis na base de dados DATASUS, no período de 2017 à 2021, no estado do Piauí. As três variáveis abordadas para o tema Sífilis Congênita foram a realização do pré-natal, momento do diagnóstico de sífilis materna e o tratamento dos parceiros das gestantes diagnosticadas. RESULTADOS: A partir da pesquisa com as variáveis na plataforma DATASUS, a quantidade total de casos de sífilis congênita encontrada, no Piauí, no período determinado, foi de 1649. Desses, 86,6% dos casos foi realizado o pré-natal, 11,6% não se realizou e o restante foi de casos não informados. Com relação ao momento do diagnóstico da sífilis materna, 61% ocorreu durante o pré-natal, 32,4% foi no momento do parto ou curetagem e 14,5% foi após o parto, sendo o excedente casos em que não houve o diagnóstico materno. A última variável revelou que em apenas 33,83% dos casos de sífilis congênita os parceiros foram tratados, já em 51,42% dos casos o parceiro não foi tratado, e a porcentagem remanescente é de casos sem essa informação. CONCLUSÃO: A expressiva quantidade de diagnósticos de sífilis materna feitos durante o parto, ou depois, reflete uma provável falha no rastreio da doença no pré-natal, seja por reinfecções, ou por abandono ou seguimento inadequado do tratamento pelas gestantes, ainda que a maioria delas tenha realizado o pré-natal. Além disso, houve uma baixa adesão dos parceiros ao tratamento da sífilis, o que pode contribuir para a reinfecção das gestantes e aumento dos casos de sífilis congênita.

Instituições
  • 1 Centro Universitário UNINOVAFAPI
Eixo Temático
  • Epidemiologia
Palavras-chave
Sífilis Congênita
Diagnóstico Pré-Natal
Cooperação e Adesão ao Tratamento
Epidemiologia