COINFECÇÃO BACTERIANA E FÚNGICA EM PACIENTES COM COVID-19 NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA DE UM HOSPITAL PÚBLICO DE TERESINA- PIAUÍ EM 2021

Vol 2, 2022 - 156984
Tema livre oral
Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Resumo

INTRODUÇÃO: A pandemia de SARS-CoV-2 tem se tornado mais crítica pela grande quantidade de pacientes que precisam estar sob cuidados intensivos em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Estes tendem a desenvolver coinfecções bacterianas/fúngicas com frequência e apresentam um risco aumentado de morte. OBJETIVOS: Investigar as características clínicas das infecções bacterianas e fúngicas de pacientes com COVID-19 no ambiente de UTI e seu impacto no curso da doença crítica em um hospital público de Teresina- Piauí no ano de 2021. MÉTODOS: Trata-se de um estudo observacional, retrospectivo e qualiquantitativo que incluiu 300 pacientes críticos com COVID-19 confirmado em laboratório encaminhados para admissão na UTI no maior hospital público do estado do Piauí. Todos eram pacientes adultos e com infecção confirmada definida pela presença de cultura positiva, associada a sinais clínicos de infecção e/ou agravamento da falência orgânica. RESULTADOS: Observou-se que na amostra estudada, dentre os pacientes que contraíram infecção fúngica ou bacteriana, todos evoluíram para o óbito. Enquanto isso, 90,7% dos casos sem relato de outra infecção além do COVID-19 tiveram o mesmo desfecho. Ou seja, a coinfecção aumenta o risco de óbito em 1,1 vezes. Vários antibióticos, como a azitromicina, o principal utilizado pela amostra, têm sido empregados para a prevenção e tratamento de coinfecção bacteriana e infecções bacterianas secundárias em pacientes com infecção respiratória viral. É possível que alguns pacientes morram de coinfecção bacteriana ou fúngica em detrimento do próprio vírus. Assim, as culturas positivas são, a maioria, de microorganismos multirresistentes aos antibióticos utilizados na UTI uma vez que todos os pacientes utilizaram a antibioticoterapia empírica/profilática e que, em geral, a cultura dá falso negativo quando o antibiótico é eficaz. CONCLUSÃO: Um número considerável de cepas bacterianas tem sido resistente a vários antibióticos, como a azitromicina, e o uso excessivo pode tornar esses ou outros antibióticos ainda menos eficazes. Nesse sentido, a coinfecção bacteriana/ fúngica e a infecção bacteriana secundária são consideradas fatores de risco críticos para as taxas de gravidade e mortalidade da COVID-19. Além disso, a resistência a antibióticos como resultado do uso excessivo deve ser considerada.

Instituições
  • 1 Universidade Estadual do Piauí
  • 2 Universidade Federal do Piauí
Eixo Temático
  • MEDICINA INTENSIVA
Palavras-chave
COVID-19
COINFECÇÃO
UTI