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Introdução: A neoplasia maligna de mama é uma doença heterogênea e fenotipicamente diversa, com vários subtipos, é a neoplasia mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, excetuando apenas o câncer de pele não melanoma. Objetivo: Analisar a situação epidemiológica dos casos de neoplasia maligna de mama notificados entre os anos de 2017 à 2021. Métodos: Trata-se de um estudo epidemiológico transversal, retrospectivo e quantitativo, tendo como base os dados disponibilizados pelo Departamento de Informação e Informática do SUS (DATASUS), sobre os casos detectados de câncer de mama no Brasil, durante o período de 2017 a 2021. Resultados: De 2017 a 2021, foram notificados 209.123 casos de neoplasia maligna de mama de acordo com o Ministério da Saúde, dentre esses, 2.458 ocorreram no Piauí, que corresponde a 1,17%. Os dados obtidos são de mulheres com idade entre 39 e 80 anos, em que a faixa etária de maior incidência de casos notificados foi de 55 a 59 anos (14,5%) e de menor incidência foi de 80 anos (4,02%). De acordo com o período analisado, observou-se uma queda significativa no número de notificações com o aumento da idade. Quanto a modalidade terapêutica, a maioria das pessoas aderiram a somente um tratamento para neoplasia maligna de mama, predominando a quimioterapia, correspondendo a 73,2%, a cirurgia (14,4%), a radioterapia (3,45%), 8,82% não tinham informações acerca do tratamento. Notou-se ainda que uma minoria dos indivíduos aderiu a mais de uma opção terapêutica (0,08%). Também foi possível observar uma preponderância em tratamentos com duração maior que 60 dias, correspondendo a 34,2%. Quanto ao estadiamento do tumor, dentre os 2.458 casos notificados, cerca de 1,54% apresentavam estádio 0; 12,7% estádio 1; 31,2% estádio 2; 24,7% estádio 3 e 6,5% estádio 4. Além disso, 14,4% dos resultados não se aplicam dentro dos níveis de estadiamento e 8,82% dos pacientes ignoraram o fato. Conclusão: O presente estudo mostra que o perfil dos indivíduos avaliados apresenta predomínio do diagnóstico de neoplasia maligna de mama na fase adulta (entre 50 a 59 anos) e no estadiamento 2, sendo a quimioterapia o tratamento mais utilizado como modalidade terapêutica.
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