ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DOS CASOS DE HEPATITE RELACIONADOS AO USO DE DROGAS INJETÁVEIS NO BRASIL

Vol 2, 2022 - 156968
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Resumo

INTRODUÇÃO: As hepatites virais são doenças provocadas por diferentes agentes etiológicos, com tropismo primário pelo fígado, que apresentam características epidemiológicas, clínicas e laboratoriais distintas. Estudos de prevalência da patologia entre usuários de drogas injetáveis (UDI) mostram que eles adquirem a infecção, fundamentalmente devido ao compartilhamento de seringas e agulhas. OBJETIVO: Analisar o número de casos de hepatite relacionados ao uso de drogas injetáveis no Brasil no período de 2016 a 2020. MÉTODOS: Trata-se de um levantamento epidemiológico descritivo, retrospectivo e quantitativo, realizado no mês de Julho de 2022, por meio de dados da plataforma DataSUS-TabNet referentes ao número de casos de hepatite relacionados ao uso de drogas injetáveis no Brasil entre 2016 e 2020. Variáveis utilizadas: ano de diagnóstico, uso de drogas injetáveis, sexo e faixa etária. Analisou-se e tabulou-se os dados no programa Microsoft Excel. RESULTADOS: Verificou-se um total de 157.780 casos de hepatite no Brasil entre 2016 e 2020, sendo 9.755 relacionados ao uso de drogas injetáveis, correspondendo a aproximadamente 6,2% do total. A quantidade de pessoas com hepatite por uso de drogas injetáveis no período analisado apresenta média de 1.951 e desvio padrão de 620,5, com a máxima em 2020 e a mínima em 2018. Além disso, a faixa etária mais acometida foi a de 40 a 59 anos e o sexo mais prevalente foi o masculino, equivalente a cerca de 85,8% do total. CONCLUSÃO: Observou-se que os casos de hepatite em que a forma mecânica de infecção ocorreu por uso de drogas injetáveis está presente em quase 1/6 dos casos de totais de hepatite analisados, com maior prevalência em homens de 40 a 59 anos de idade.

Instituições
  • 1 Centro Universitário UNINOVAFAPI
Eixo Temático
  • Epidemiologia
Palavras-chave
Hepatite
Usuários de drogas
Epidemiologia