Análise epidemiológica dos acidentes por serpentes no Piauí, entre os anos de 2012 a 2022

Vol 2, 2022 - 156967
E-pôster
Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Resumo

INTRODUÇÃO: Acidentes com serpentes estão presentes em todo o Brasil e são relacionados a um grande número de acidentes que apresentam alta morbimortalidade. Estes eventos são considerados pela OMS como doenças negligenciadas devido sua maior frequência em regiões de baixa condição socioeconômica, populações pobres de áreas rurais. Assim, configuram-se como um problema de saúde pública a ser debatido. OBJETIVOS: Analisar o perfil epidemiológico dos acidentes por serpentes no Piauí entre os anos de 2012 a 2022. MÉTODOS: Trata-se de um estudo epidemiológico quantitativo, observacional e transversal, com dados secundários do DATASUS, através do Sistema de Informações sobre Mortalidade. Foram coletados dados referentes aos acidentes por serpentes no Piauí entre os anos de 2012 e 2022, sendo analisados por tipo de acidente, evolução segundo tipo de acidente por animais peçonhentos, tipo de serpente e evolução segundo tipo de acidente por serpentes. RESULTADOS: Entre os anos de 2012 e 2022, houve 31.876 acidentes por animais peçonhentos no Piauí, dos quais 9,02% ( n = 2.876) por serpentes. Dentre os acidentes por animais peçonhentos, denota-se que as serpentes são os animais mais letais, com letalidade de 0,59% (n = 17) em relação ao número de picadas, seguidas por aranhas, com 0,209% (n = 3). Já em relação às serpentes, o gênero Bothrops é o que mais pica, com 38,49% (n = 1107) das picadas por serpentes, seguido por branco com 25,73% (n = 740) e Crotalus, com 23,01% (n = 662). Ademais, em relação ao gênero de serpentes mais letais, o gênero Crotalus tem 0,90% (n = 6) de letalidade, seguido por Bothrops, com 0,54% (n = 6). CONCLUSÃO: Logo, conclui-se que apesar da baixa prevalência de picadas, as serpentes apresentam maior letalidade. Além disso, as serpentes do gênero Bothrops são as que mais picam e as do Crotalus as mais letais, reafirmando consenso na literatura. Nesse cenário, é importante salientar a necessidade de mais pesquisas nessa área, diante da grande subnotificação dos acidentes, a fim de estimar o real panorama e guiar políticas públicas de prevenção ao ataque das serpentes, diminuindo a morbimortalidade local. Além disso, é válido conscientizar a população acerca desses acidentes e como manejar seus primeiros socorros, de forma a reduzir a mortalidade por serpentes.

Instituições
  • 1 Universidade Federal do Delta do Parnaíba
Eixo Temático
  • Urgência e Emergência
Palavras-chave
Acidentes por animais peçonhentos
serpentes
epidemiologia