ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DAS INTOXICAÇÕES EXÓGENAS EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO ESTADO DO PIAUÍ NO PERÍODO DE 2017 A 2021

Vol 2, 2022 - 156966
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Resumo

INTRODUÇÃO: Intoxicação exógena configura-se como desequilíbrio biológico devido agentes nocivos que podem se manifestar de maneira clínica e/ou laboratorial, ocasionando efeitos danosos ao organismo. OBJETIVOS: Conhecer aspectos epidemiológicos dos casos de intoxicações exógenas em crianças e adolescentes notificados no estado do Piauí no período de 2017 a 2021. MÉTODOS: Estudo epidemiológico descritivo, documental, de abordagem quantitativa utilizando dados compilados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação – SINAN do Ministério da Saúde e Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde – DATASUS. Foram avaliados os casos de intoxicação exógena em crianças e adolescentes no Piauí no período de 2017 a 2021 em torno das variáveis selecionadas: sexo, faixa etária, agente tóxico, circunstâncias, classificação final e evolução. RESULTADOS: Após análise dos dados, observou-se a notificação de 3536 casos de intoxicação exógena em crianças e adolescentes no Piauí nesse período, uma média de 707,2 casos/ano, sendo 1603 em crianças de 0 a 9 anos e 1933 em adolescentes de 10 a 19 anos. Observou-se uma quantidade de notificação maior no sexo feminino (62,36%, n=2205), muito associado às atitudes suicidas nas mulheres jovens. Predominou a faixa etária de 15-19 anos (40,30%, n=1425), o que pode estar ligado a comportamentos suicidas, relacionados às transformações que ocorrem nesse período e presença de fatores de risco, e de 0-4 anos (36,60%, n=1294), que pode estar relacionada à intoxicação acidental, associada a curiosidade e exploração de ambientes típicos dessa fase. Medicamentos como principal agente tóxico (59,22%, n=2094) pode estar associado a automedicação, uso abusivo, acidente individual, tentativa de suicídio e uso terapêutico. Quanto às circunstâncias, predominou violência/homicídio (37,31%, n=598) em crianças, divergindo de vários estudos, e tentativa de suicídio (65,39%, n=1264) em adolescentes. Em relação à classificação final, a maioria das notificações tiveram intoxicação confirmada (61,96%, n=2191). Acerca da evolução, predominou cura sem sequela (64,20%, n=2270). CONCLUSÃO: A intoxicação exógena perdura como empecilho no Piauí, o que reforça a importância dos gestores na elaboração de ações voltadas para a prevenção de novos casos, com planos de combate ao suicídio e sensibilização da população para uso racional de medicamentos. Ademais, é essencial a capacitação dos profissionais para melhora da notificação desse agravo.

Instituições
  • 1 Universidade Federal do Piauí
  • 2 Centro Universitário UNINOVAFAPI
  • 3 Centro Universitário UniFacid Wyden
  • 4 Universidade Federal do Delta do Parnaíba
Eixo Temático
  • Urgência e Emergência
Palavras-chave
Epidemiologia
Intoxicação
Criança
Adolescente.