ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DAS INTERNAÇÕES POR NEOPLASIA MALIGNA DA PELE NO ESTADO DO PIAUÍ ENTRE 2008 E 2021

Vol 2, 2022 - 156964
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Resumo

INTRODUÇÃO: A neoplasia maligna da pele é bastante comum em muitas partes do mundo, constituindo um grave problema de saúde pública. O carcinoma basocelular é o mais comum dos carcinomas de pele. Seguido pelo Carcinoma Espinocelular. Por fim, o melanoma, que é o menos frequente entre os principais carcinomas de pele, mas tem destaque pela sua maior morbidade e mortalidade em relação aos demais. OBJETIVOS: Este estudo objetivou determinar o perfil epidemiológico Neoplasia Maligna da Pele no estado do Piauí, no período de 2008 a 2021. MÉTODOS: Foi realizado um estudo epidemiológico, descritivo, demográfico. Utilizou-se Sistema de Morbidade Hospitalar do SUS, disponibilizados pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde. Não foi necessária a avaliação pelo Comitê de Ética e Pesquisa, visto que trata-se de dados de base populacional. Foram verificadas as seguintes variáveis: Internações segundo ano ocorrência, faixa etária, cor ou raça, sexo e divisão administrativa estadual. RESULTADOS: Entre 2008 e 2021 foram notificados 501 casos de internações por neoplasia maligna da pele, com maior ocorrência em 2008, com 48 internações (9,58%) e 2018 com 45 internações (8,98%). Quanto à faixa etária, a maioria concentrou-se entre 50 a 59 anos, com 98 internações (19,5%), seguido de 60 a 69 anos, com 91 internações (18,16%). Em relação ao sexo, o sexo feminino teve 261 internações (52,09%) e o masculino 240 internações (47,9%). Boa parte aconteceram na capital Teresina, com 426 das internações (85%). Em seguida, a cidade de Parnaíba com 32 internações (6,38%). A cor/raça com mais atingida foi a parda, com 435 internações (86,82%). Seguida da cor branca, com 12 internações (2,39%). CONCLUSÃO: A neoplasia maligna da pele, no Piauí, é um importante motivo de internação tanto em homens como mulheres, especialmente entre 50 e 69 anos e de cor parda. Sendo a quantidade de internações predominante na capital Teresina. Diante disso, é notório que a neoplasia maligna da pele é um grave problema de saúde pública. Portanto, é necessário reforçar as medidas de prevenção primária do câncer de pele como a fotoproteção, e de prevenção secundária, como campanhas de detecção precoce, principalmente, nos pardos residentes da Capital Teresina que, por sua vez, tem elevados níveis de exposição à radiação ultra-violeta (UV) e uma maior incidência de câncer de pele no estado do Piauí.

Instituições
  • 1 Centro Universitário UniFacid Wyden
  • 2 Universidade Estadual do Piauí
  • 3 Universidade Federal do Piauí
Eixo Temático
  • Dermatologia
Palavras-chave
Cor
Feminino
Grupos Etários
Homens
Masculino
Melanoma
Mulheres Neoplasias
Neoplasias Cutâneas
Pele Prevenção Primária
Radiação.