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Se você NUNCA registrou um DOI no seu Lattes, veja nosso tutorial!INTRODUÇÃO: A importância de determinar as comorbidades associadas à COVID-19 é dupla. Permite que os médicos personalizem o tratamento para os pacientes e que governos modifiquem suas recomendações de saúde pública de acordo com uma estratégia de risco estratificado. Essa estratégia elevará a segurança da população mais vulnerável e aumentará o esforço para manter fora dos hospitais aqueles que podem exigir cuidados mais intensos. Além disso, identificar quais comorbidades estão mais associadas ao COVID-19 levará a pesquisas mais extensas sobre a compreensão da fisiopatologia da infecção por SARS-CoV-2 nessas doenças subjacentes e vice-versa. OBJETIVOS: Analisar características clínicas, incluindo as comorbidades prévias e a relação com o desfecho clínico dos pacientes internados na UTI por COVID-19. MÉTODOS: Trata-se de um estudo observacional, retrospectivo e qualiquantitativo que incluiu 300 pacientes críticos com COVID-19 confirmado em laboratório encaminhados para admissão na UTI no maior hospital público do estado do Piauí. As comorbidades e o desfecho foram elencados através da análise dos prontuários de cada paciente. RESULTADOS: De acordo com a análise da tabulação cruzada e cálculo da estimativa de risco, o indivíduo com comorbidade, ao contrair COVID-19, possui um risco 3,39 vezes maior de evoluir para o óbito (IC 1,599 - 7,202). Tal resultado se equiparou ao resultado de metanálises que revelou maior prevalência de comorbidades nos casos fatais. A hipertensão (57,47%) e diabetes (33,17%) foram significativamente mais prevalentes em pacientes com doença grave e fatal. Isso pode ser explicado devido ao SARS-CoV-2 usar sua proteína S de pico para se ligar às células através do receptor da enzima de conversão da angiotensina-2 (ACE2), parte do sistema renina-aldosterona-angiotensina (SRAA), e entrar nas células. Na hipertensão, o SRAA é desregulado e os pacientes geralmente tomam inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECAis), que demonstraram experimentalmente aumentar a expressão de ACE2. Em pacientes diabéticos há expressão exagerada de citocinas pró-inflamatórias, o que pode contribuir para a tempestade de citocinas em casos graves de COVID-19. CONCLUSÃO: Neste estudo, avaliou-se as comorbidades associadas à COVID-19 entre os casos graves e óbitos. Neste cenário, tanto doenças cardiovasculares como hipertensão, diabetes e doenças respiratórias apresentaram uma prevalência significativamente maior em casos fatais de COVID-19.
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