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Se você NUNCA registrou um DOI no seu Lattes, veja nosso tutorial!INTRODUÇÃO: Nas últimas décadas, o Brasil apresentou uma taxa de partos cesarianos, em torno dos 40%, ultrapassando os valores de 10-15% sugeridos pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Diante do aumento e frequência da realização desse tipo de parto, a discussão sobre a decisão da via de parto tornou-se importante. Este estudo permite uma leitura do cenário estadual. OBJETIVO: Traçar um perfil epidemiológico das vias de parto entre 2015 e 2019, no estado do Piauí. MÉTODOS: Este é um estudo epidemiológico descritivo-quantitativo. Os dados foram coletados do Departamento de Informática do Sistema Único Saúde (DATASUS), utilizando-se o Sistema de Informação de Nascidos Vivos (SINASC). As variáveis incluídas foram escolaridade e faixa etária da mãe, acompanhamento adequado e o número de consultas durante o pré-natal. Os dados foram tabulados no site Google Spreadsheets®. RESULTADOS: No período do estudo foram realizados 242.213 partos, dos quais 133.197 (54,99%) correspondem a partos cesarianos, 108.942 (44,97%) a partos vaginais e 74 (0,04%) foram ignorados. Quanto à via de parto cesariano, predominavam mulheres na faixa etária de 25 a 29 anos, com escolaridade entre 8 a 11 anos, com acompanhamento mais que adequado e com sete ou mais consultas durante o pré-natal. Quanto ao parto vaginal, observou-se um quadro semelhante, diferindo apenas na faixa etária, com mulheres entre 20 a 24 anos. CONCLUSÃO: Portanto, observa-se uma predominância dos partos cesarianos. A escolha dessa via de parto pode estar atravessada por diversas razões: Recomendações médicas, para preservar a saúde materna-infantil; falhas no acompanhamento pré-natal, quanto às orientações sobre desvantagens e vantagens de cada via de parto; escolha da mulher, a qual pode ser tomada mediante desinformação e o sentimento de medo e dúvidas relacionadas ao parto vaginal; além dos interesses médicos intervencionistas e outros fatores socioculturais.
Referências
1. MELCHIORI, Lígia Ebner; MAIA, Ana Cláudia Bortolozzi; BREDARIOLLI, Rita Nathalia; et al . Preferência de gestantes pelo parto normal ou cesariano. Interação em Psicologia , v. 13, n. 1, 2009. Disponível em: . Acesso em: 3 de outubro de 2021. 2. SILVA, Susanne Pinheiro Costa e; PRATES, Renata de Carvalho Gomes; CAMPELO, Bruna Queiroz Armentano. Parto normal ou cesariana? Fatores que influenciam na escolha da gestante. Revista de Enfermagem da UFSM , v. 4, n. 1, pág. 1–9, 2014. Disponível em:. Acesso em: 3 de outubro de 2021. 3. MANDARINO, Natália Ribeiro; CHEIN, Maria Bethânia da Costa; MONTEIRO JÚNIOR, Francisco das Chagas; et al . Aspectos relacionados à escolha do tipo de parto: um estudo comparativo entre uma maternidade pública e outra privada, em São Luís, Maranhão, Brasil. Cadernos de Saúde Pública , v. 25, n. 7, pág. 1587–1596, 2009. Disponível em: . Acesso 25 set. 2020. 4. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Declaração da OMS sobre Taxas de Cesáreas. Decla
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