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INTRODUÇÃO:O tumor filoide (TF) é uma raríssima neoplasia fibroepitelial de mama que corresponde de 0,3 a 1? todos os tumores mamários. São compostos por elementos epiteliais e um estroma de tecido conjuntivo com grande celularidade. Pode ser diagnosticado em qualquer idade e gênero; porém, é predominante entre mulheres de 45 a 55 anos. É um diagnóstico difícil, uma vez que as manifestações clínicas, histológicas e radiológicas dos TFs assemelham-se a tumores benignos, como os fibroadenomas. A Organização Mundial de Saúde classifica-o histologicamente em benigno, borderline e maligno, que se associam a diferentes prognósticos. O TF maligno tem curso reservado, com risco de 10 a 40? recorrência local e de 20? metástase. A investigação diagnóstica pode ser iniciada com biópsia por agulha, mas a confirmação só ocorre após histopatológico da peça cirúrgica. O tratamento é sempre cirúrgico. RELATO DE CASO: Paciente do sexo feminino,44 anos, apresentou-se para avaliar cistos mamários. À mamografia (MMG) de outubro/2010, mamas densas com vários cistos visíveis. À ultrassonografia (USG) mamária do mesmo período, vários cistos mamários bilaterais, alguns agrupados e outros com conteúdo espesso. Ao exame físico (EF),notaram-se vários nódulos mamários palpáveis bilaterais. Em janeiro de 2021,paciente retorna com nova MMG, que revela nódulo de mama estável BIRADS 2. Cinco meses depois, paciente retornou com USG mamária que apontou cistos simples e de conteúdo espesso. Na mama esquerda (ME), 3 nódulos irregulares com fluxo ao doppler em quadrante superior lateral (QSL), nas dimensões de 3cm, 3,1cm e 2 cm, bem como 1 nódulo de 0,7cm em união de quadrantes laterais. BIRADS 4. Ao EF, mamas com aspecto fibroglandular e áreas palpáveis não definidas no QSL da ME. A biópsia por USG dos três maiores nódulos do QSL da ME revelou lesão fibroepitelial com atipias. Recomendou-se a exérese devido à compatibilidade com TF. A avaliação anatomopatológica revelou TF maligno de 4 cm e margem comprometida. Ao EF, não havia sinal de metástase axilar. Foi feita mastectomia esquerda com preservação de pele e do complexo areolopapilar e reconstrução com implante de prótese subpeitoral. CONSIDERAÇÕES FINAIS: TFs são formas raras de câncer de mama, com características clínico-patológicas que devem ser reconhecidas e tratadas cirurgicamente de forma precoce. Destaca-se, ainda, a importância da classificação histopatológica para a definição da terapêutica mais adequada à paciente.
ReferênciasTelli, M. L., et al. Phyllodes tumors of the breast: natural history, diagnosis, and treatment. Journal of the National Comprehensive Cancer Network, n. 5, p. 324-330, 2007.
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